d) Obra de ConsumaçãoTal qual a obra da criação (1.1-2), diz respeito ao mundo inteiro: o autor refere que Deus descansou de todas as suas obras e abençoou o sétimo dia de descanso (2.1-3). [1] Segundo as Escrituras a criação ocorreu em seis dias sucessivos:
Dia Texto Tema
Primeiro Dia (1.2-5): Criação da Luz
Segundo Dia (1.6-8): Separação das Águas
Terceiro Dia (1.9-13): Criação da Vida Vegetal
Quarto Dia (1.14-19): Criação do Sol, da Lua e das Estrelas
Quinto Dia (1.20-23): Criação dos Peixes e das Aves
Sexto Dia (1.24-31): Criação dos Animais da Terra e do Homem
Sétimo Dia (2.1-3): Deus Descansa.
Uma minuciosa investigação revelará que as palavras forma e vazia, são os conceitos precípuos da história da criação. Os atos do 1º, 2º e 3º dia ocupam-se especificamente do verbo formar, enquanto o 4º, 5º e 6º dia do conteúdo pleno dessa forma.
FORMA CONTEÚDO PLENO
1º Dia Luz e Trevas 4º Dia Luzeiro do Dia e da Noite
2º Dia Mar e Céus 5º Dia Criatura das Águas e dos Ares
3º Dia Terra Fértil 6º Dia Criaturas da Terra [2]
Existe uma grande simetria entre o 3º e o 6º dia, pois se referem a produção de dois, e não de um só gênero de criaturas. Oito são, pois, as produções ou obras que o hexaémeron narra distintamente.
II – Evolucionismo e Criacionismo.
1. Evolucionismo
Dia Texto Tema
Primeiro Dia (1.2-5): Criação da Luz
Segundo Dia (1.6-8): Separação das Águas
Terceiro Dia (1.9-13): Criação da Vida Vegetal
Quarto Dia (1.14-19): Criação do Sol, da Lua e das Estrelas
Quinto Dia (1.20-23): Criação dos Peixes e das Aves
Sexto Dia (1.24-31): Criação dos Animais da Terra e do Homem
Sétimo Dia (2.1-3): Deus Descansa.
Uma minuciosa investigação revelará que as palavras forma e vazia, são os conceitos precípuos da história da criação. Os atos do 1º, 2º e 3º dia ocupam-se especificamente do verbo formar, enquanto o 4º, 5º e 6º dia do conteúdo pleno dessa forma.
FORMA CONTEÚDO PLENO
1º Dia Luz e Trevas 4º Dia Luzeiro do Dia e da Noite
2º Dia Mar e Céus 5º Dia Criatura das Águas e dos Ares
3º Dia Terra Fértil 6º Dia Criaturas da Terra [2]
Existe uma grande simetria entre o 3º e o 6º dia, pois se referem a produção de dois, e não de um só gênero de criaturas. Oito são, pois, as produções ou obras que o hexaémeron narra distintamente.
II – Evolucionismo e Criacionismo.
1. Evolucionismo
O Progresso do evolucionismo deve-se em grande parte:
1. Ao problema moral.
2. Ao desejo do homem iluminista de contrapor-se às concepções religiosas da época. 3. A aceitação da evolução como um dogma filosófico.
Com o abandono da filosofia clássica, o progresso do racionalismo e o desejo premente do iluminismo de lançar em águas abissais a Idade das Trevas, o homem secular elaborou para si teorias e novas cosmovisões do mundo. Foi a época do progresso da civilização, que se livrava das pegajosas teias da Idade Média. Neste percurso, surge o racionalismo, o cientificismo, o positivismo, o humanismo, e também, o evolucionismo.
Se o evolucionismo ficasse apenas no campo da perquirição científica, seria apenas um
a teoria que necessitaria de comprovações; e com certeza, as inúmeras fraudes de restos fósseis empreitados pelos adeptos da teoria, já a teria relegado ao logro científico. Contudo, não é o que aconteceu! Isto porque o evolucionismo é mais do que uma hipótese ou teoria científica é um dogma filosófico.
1.2. SinopseO evolucionismo não é uma teoria nova. No corredor da história da filosofia grega encontramos entre os filósofos aqueles que elaboraram teorias das quais podemos considerar como a gênese do darwinismo.
a) O naturalista Tales de Mileto[3], por exemplo, postulava certo grau de evolução das espécies a partir das águas, pois constatava que todos os seres vivos são de natureza úmida. 1. Ao problema moral.
2. Ao desejo do homem iluminista de contrapor-se às concepções religiosas da época. 3. A aceitação da evolução como um dogma filosófico.
Com o abandono da filosofia clássica, o progresso do racionalismo e o desejo premente do iluminismo de lançar em águas abissais a Idade das Trevas, o homem secular elaborou para si teorias e novas cosmovisões do mundo. Foi a época do progresso da civilização, que se livrava das pegajosas teias da Idade Média. Neste percurso, surge o racionalismo, o cientificismo, o positivismo, o humanismo, e também, o evolucionismo.
Se o evolucionismo ficasse apenas no campo da perquirição científica, seria apenas um
a teoria que necessitaria de comprovações; e com certeza, as inúmeras fraudes de restos fósseis empreitados pelos adeptos da teoria, já a teria relegado ao logro científico. Contudo, não é o que aconteceu! Isto porque o evolucionismo é mais do que uma hipótese ou teoria científica é um dogma filosófico.1.2. SinopseO evolucionismo não é uma teoria nova. No corredor da história da filosofia grega encontramos entre os filósofos aqueles que elaboraram teorias das quais podemos considerar como a gênese do darwinismo.
b) Heráclito de Éfeso [4], outro naturalista pré-socrático, afirmava “que tudo se move”, tudo escorre”, e que nada permanece imóvel e fixo, mas ao contrário tudo muda e se transmuta, sem exceção. Muito tempo depois da teoria evolucionista ter passado de uma ou de outra forma pela consideração de filósofos como Aristóteles, Leibniz, Herder, Hegel[5] e até mesmo pelo avô de Darwin[6], o naturalista Erasmus Darwin, é que surge Charles Darwin.
1.3. Charles Darwin e a origem das espécies.
Charles Darwin nasceu em 1809 em Shrewsbury na Inglaterra e morreu em 1882. Estudou em Cambridge e dedicou sua vida ao naturalismo. Em 1831 viajou nas
ilhas do Oceano Atlântico e Pacífico, esteve também no Brasil, pesquisando sobre as espécies e anotando os informes colhidos. Somente em 24 de novembro de 1859 é que a obra de Darwin, “A Origem das Espécies”, que divulgava entre outras coisas, a antiguidade da terra em milhões de anos e a teoria sobre a origem e evolução das espécies, foi lançada. Nessa obra, Darwin afirmava que a vida evoluiu de organismos unicelulares para o seu estado mais elevado, o ser humano, através de uma série de transformações biológicas complexas que ocorreram durante milhões de anos; e que o ancestro mais próximo do homem era os símios. O livro de Darwin foi recebido como nitroglicerina sobre o conceito criacionista e ortodoxo do mundo de então. Não se necessitava mais de um agente metafísico para responder ao homem de onde ele veio.[7] Foi nessa perspectiva que o evolucionista Sir Julian Huxley, expressou no centenário darwiniano em Chicago, em 1959: “Na evolução não há lugar para o sobrenatural. A terra e seus habitantes não foram criados, eles evoluíram...A evolução é a base de todo o nosso pensar”.[8]
1.4. A Reação da Igreja
A igreja se posicionou de vários modos em relação a teoria evolucionista. Para se conformar aos grandes períodos da antiguidade da terra, o erudito escocês, George H. Pemper, formulou a teoria da terra caótica ou da lacuna. Os teólogos liberais criaram a “teoria das fontes”, abordaram as Escrituras com a ênfase da “história das religiões comparadas” e com a aceitação do “naturalismo como uma visão filosófica do mundo”. Negaram o nascimento virginal de Cristo, a natureza divina de Cristo, e até mesmo a ressurreição corpórea do Senhor. Por outro lado, a reação da ortodoxia não demorou. Foram reafirmadas as doutrinas fundamentais das Escrituras, especificamente o criacionismo e a origem divina do homem.[9]
1.5. Evolucionismo Ateísta e Teísta
1.5. Evolucionismo Ateísta e Teísta
As teorias acerca da criação do homem são as mais variadas possíveis. As duas teorias principais são: O Criacionismo e o Evolucionismo.
A teoria evolucionista que defende a hipótese do desenvolvimento inferior de vida até a evolução em seu estágio completo como observamos atualmente, está dividida em dois grupos:
- Evolucionismo ateísta:
Essa forma de evolução é conhecida também como evolução naturalista. Ela defende através da seleção natural, ou seja, da “sobrevivência dos mais fortes e aptos”, que as diversas espécies e formas de seres chegaram a ser o que são através de uma evolução do acaso. Basicamente, quase todos os tipos de documentários sobre a origem das espécies, dinossauros e do homem vinculados na mídia são dessa categoria. O evolucionismo ateísta defende que o homem evoluiu de um antepassado parecido com o macaco, mas não indica a época definida em que se deu o último passo do processo. Nega totalmente a existência de Deus como Ser Supremo ou como a Causa Primeva da Criação. Nega as Sagradas Escrituras como Revelação de Deus, e não aceita a criação do homem como parte da vontade divina. É materialista e fatalista.[10]
Evolucionismo teísta:Ao contrário do ateísta, é pseudocristão ou apenas cristão nominal. Segundo a crença do evolucionista teísta Deus foi a causa primeva da matéria, criou-a em um estado que fosse ela mesma capaz de auto evoluir ou transformar-se até o seu estágio definitivo – o homem. Embora concebam a existência de Deus como a “causa” primeira da criação, impugnam a natureza e os atributos de Deus. Aceitam a hipótese de que os homens evoluíram de uma forma inferior de vida impressa na matéria pelo Criador. Sua forma de interpretação bíblica é liberal e simbólica. Isto posto, o evolucionismo teísta é improdutivo como teoria teológica, pois propõe o mesmo modelo da evolução ateísta, acrescentando apenas que Deus é o agente que criou a matéria da qual tudo evoluiu. Essa forma de evolucionismo, assim como a anterior, é insustentável à luz das Escrituras.[11] É provável que o mentor epigênico[12] da evolução, Darwin, tenha sido um evolucionista teísta.
1] Id.Ibidem, 1955, p.38.
[2] KIDNER, Derek. Gênesis: introdução e Comentário.São Paulo: Vida Nova e Mundo Cristão, 1991, p.43.[3] Tales de Mileto foi o pensador que se atribui o princípio da filosofia grega. Era procedente da Jônia, e viveu provavelmente nas últimas décadas do século VII a.C. Ele sustentava que a água é o princípio (arkh) ou a origem de todas as coisas. O princípio é aquilo do qual todas as coisas derivam.
[4] Viveu entre os séculos VI e V a.C.
[5] Uma visão resumida dos conceitos pré darwiano de cada um desses filósofos e também de outros não alistados confira CHAMPLIN, R.N.; BENTES, J.M. Enciclopédia de Bíblia teologia e filosofia. V.2 (D-G). São Paulo: Editora Candeia, 1991, p.609.[6] No século XVIII, o avô de Darwin e o cientista francês Comte de Buffon, acreditavam que quando uma planta ou um animal adquire do seu meio ambiente um caráter novo, pode transmiti-lo à sua progênie, resultando em mudanças que explicam a evolução. Cf. Veio o homem a existir por evolução ou por criação? New York, U.S.A.: International Bible Students Association, 1967, p. 12.
[7] Caberia aos filósofos seguintes darem sua contribuição à antropologia: Marx, com sua teoria do homem econômico, Freud (homem instintivo), Kierkegaard (homem angustiado); Haidegger (homem existente), Gadamer (homem hermenêutico), Luckmann (homem religioso), e assim sucessivamente.
[8] Times de Nova Iorque, EUA, 29 de novembro de 1959 apud Veio o homem a existir por evolução ou por criação? New York, U.S.A.: International Bible Students Association, 1967, p. 7.
[9] Informações detalhadas sobre alguns aspectos relacionados a teoria da lacuna e da teoria das fontes, confira: EPOS. Antigo Testamento I. Mod. I.V.6. Santa Catarina: Faculdade Teológica Refidim, 2002, p.17-30;43-45.
[10] O fatalismo é a filosofia ou a doutrina que admite que o curso da vida humana está, em graus e sentidos diversos, previamente fixados, sendo à vontade ou a inteligência impotente para dirigi-lo ou alterá-lo. O homem está destinado a morte e ao caos.
[11] Confira outros detalhes sobre o evolucionismo teísta in BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. São Paulo: Luz Para o Caminho, 1992, p.162.
[12] Isto é, um teorista que se ocupa em apresentar as mudanças que ocorrem durante o processo de desenvolvimento dos seres.