DÁ INSTRUÇÃO AO SÁBIO, E ELE SE FARÁ MAIS SÁBIO AINDA; ENSINA AO JUSTO, E ELE CRESCERÁ EM PRUDÊNCIA. NÃO REPREENDAS O ESCARNECEDOR, PARA QUE TE NÃO ABORREÇA; REPREENDE O SÁBIO, E ELE TE AMARÁ. (Pv 9.8,9)

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Criacionismo, Evolucionismo e Teoria da Lacuna (Fim)




Agradecemos ao pastor, amigo, cartunista e exímio desenhista Flamir Ambrósio pela charge de abertura deste post. Flamir ganhou em 1995 o prêmio ABEC (hoje Areté) de melhor livro infanto-juvenil ("O Bebê dos olhos de Jabuticaba"). Flamir é um cristão que ama a Jesus.



Introdução

Muito obrigado a todos os que participaram de nossa pesquisa de opinião. Cerca de 87% dos participantes são a favor da inclusão do criacionismo no currículo do ensino Fundamental e Médio; cerca de 09% são contrários; e 4% são a favor de mais debate e, o que é mais interessante, ninguém é indiferente ao tema. A discusão a seguir não procura dirimir controvérsias, mas suscitar questionamentos a respeito da inclusão do ensino religioso e do criacionismo nos currículos escolares.

O caso Rio. No ano de 2000, o então governador do estado do Rio de Janeiro, Sr. Antony Garotinho, sancionou a lei que determinava o ensino religioso como parte integrante dos currículos das escolas públicas, reacendendo mais uma vez a polêmica entre criacionismo versus evolucionismo ou vice e versa. Muito embora o criacionismo não fosse o foco do debate, dado a importância do tema, foi também discutido. Por conseguinte, enquanto sucessora de Garotinho e governadora do Rio, Rosinha Mateus, reafirmou a posição de seu antecessor.
Parecia uma vitória dos evangélicos e protestantes. Porém, inúmeras controvérsias foram suscitadas, pois tanto os professores não confessionais quanto os confessionais entraram no debate. Entre os professores que declaravam algum credo, havia a disputa de qual dogma seria ensinado. O embate parava nas dissidências dogmáticas. Como sabemos as diferenças dogmáticas entre evangélicos e católicos são maiores do que as semelhanças. Aproveitando-se de uma brecha na LDB, o estado do Rio, separou os alunos por credos a fim de receberem o ensino correspondente. Um grande incômodo para a escola e os alunos. A Lei de Diretrizes e Bases (LDB), em seu artigo 33, diz que cabe aos Estados decidir como e por quem serão dadas as aulas. Mas a separação dos alunos por credo não é mencionada. No entanto, essa separação por credo é um retrocesso às discussões e pesquisas a respeito do pluralismo e multiculturalismo. A escola precisa ensinar o educando a entender o seu mundo plural e não segmentá-lo.


O dogmatismo. Como todos sabem muito bem, “dogma”, do grego “dokeō”, significa “pensar, crer, supor” nos textos de Mt 3.9; Lc 24.37; 1 Co 3.18; Hb 10.29. Desde a Antiguidade Clássica até os dias de hoje, o sentido filosófico está relacionado às afirmações doutrinárias que expressam o ponto de vista oficial de um mestre, escola filosófica, religião ou denominação cristã.
Isto posto, um dogma religioso é uma confissão oficialmente formulada por qualquer assembléia eclesiástica, fundamentada sob a autoridade desse magistério. Esse sentido do termo está em harmonia com o uso filosófico da palavra, denotando proposição ou princípio que norteia a fé da comunidade cristã ou de qualquer instituição secular.
A expressão filosófica “dokein moí” significa não só “parece-me ou agradei-me”, mas também “determinei algo de modo que para mim é fato estabelecido”. Nesta acepção, o dogma é um entrave ao ensino religioso-cristão nas escolas públicas, em função de nós, os cristãos, estarmos divididos em diversas facções, ou como sociologicamente se diz, seitas.
O dogma é subjetivo e depende da interpretação do magistério eclesiástico, razão pela qual temos tantas teologias dogmáticas: Francis Pieper - luteranismo confessional; Augustus Strong - tradição batista, Lewis Chafer – dispensacionalista; S. Horton – pentecostalismo, etc. NÃO estou criticando negativamente essas diferenças, mas expondo como as mesmas dificultam o diálogo a favor de um ensino religioso-cristão, não confessional, mas bíblico. Porém, enquanto representante laica da sociedade, a filosofia própria da instituição escolar está comprometida com a ciência e não com o dogma de qualquer religião. Logo, a escola comporta o ensino religioso, mas não o dogma confessional. Por meio do diálogo é que reconheceremos as nossas diferenças, a fim de procurarmos os pontos de convergência dogmática. Se não formos capazes de vencer as nossas diferenças, jamais nos uniremos para transformar a sociedade secular. As diferenças são importantes para afirmar nossa identidade, mas também temos pontos comuns que são esquecidos pela acentuação das diferenças dogmáticas.

Catequização. Não somos escusados de frisar que, excetuando o que deve ser excetuado, no ensino religioso das escolas públicas do estado do Rio, o conteúdo das lições é definido pelas autoridades de cada religião e depois passa pela aprovação da coordenação. Embora o Ministério da Educação e Cultura (MEC) não autorize a catequização dos alunos, os professores em sua prática didática e pedagógica são constantemente tentados a tal ação.
De acordo com a lei, a instrução religiosa "é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural e religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo".
Como todos sabem, a catequização cristã faz parte da grande comissão de Mateus 28.16-20. No entanto, qual pai cristão gostaria que seu filho fosse catequizado involuntariamente por outras orientações religiosas? A recíproca também é verdadeira. A escola tem como visão produzir uma pedagogia multicultural e criativa em que não se reproduzam exclusões e padrões estereotipados. Lembremos que o multiculturalismo e pluralismo na sociedade brasileira é uma realidade que é confirmada e ensinada pela escola. Nós, os cristãos, precisamos reconhecer que na sociedade secular brasileira esse processo é sem retorno, cabe-nos, portanto, encarar e responder conforme a cosmovisão cristã. O diálogo e o respeito pelas diferenças dogmáticas são os instrumentos dessa ação apologética.

Criacionismo. O criacionismo deve ser ensinado nas escolas de ensino Fundamental e Médio? Minha resposta é sim. Em primeiro lugar, porque é uma tese sustentável e que faz parte do contexto histórico e das discussões entre os alunos do ensino Fundamental e Médio. Em segundo, há muitas obras científicas a respeito do criacionismo que justificam o ensino do mesmo nas escolas. Porém, isto não significa que a teoria evolucionista não deva ser ensinada na escola. Tratando-se de duas visões antagônicas a respeito da criação do mundo é útil ao aluno conhecê-las.
Lembro-me de que em uma das aulas da 5ª série, a professora ensinava a respeito do evolucionismo, quando então meu filho, Esdras Júnior e outros dois alunos evangélicos, interromperam a professora e a interrogaram acerca do criacionismo. A docente com muito respeito e “tato” pedagógico afirmou que cada um tem a sua própria teoria. Quando questionada qual era a teoria em que acreditava e defendia, ela não apresentou uma opinião pessoal, pois, segundo a mesma, não desejava influenciar os alunos com sua crença particular. Outra docente admitiu que, como historiadora, cria na ciência e, consequentemente, no naturalismo; preferiu não comentar o criacionismo, mas indiretamente sugeriu que o criacionismo é um ponto de vista religioso e não científico. Meu filho, no dia seguinte, levou a Bíblia como prova do criacionismo, mas a professora não quis estimular o debate. Atualmente, como observamos, é impossível omitir o criacionismo do banco das escolas; de uma forma ou de outra o debate surgirá. Mesmo que o criacionismo não seja um tema abordado no currículo da escola, conforme o interesse da classe, o professor pode utilizar-se da prática interdisciplinar (interdisciplinaridade) ou ainda dos projetos de trabalho ou de pesquisa para ensinar o criacionismo.

No entanto, pergunto: “Se o criacionismo for admitido nas escolas públicas, quem ensinará? Os professores de História, Geografia, Ciências e Religião estarão capacitados para ensiná-lo? Das muitas correntes do criacionismo bíblico qual delas será ensinada? Os autores dos livros didáticos de História, Geografia e Ciências serão imparciais na apresentação do criacionismo? Eles estarão dispostos a escrever a respeito? Você não acha que se nós desejamos o ensino do criacionismo nas escolas devemos refletir sobre essas e outras perguntas?

Portanto, o criacionismo deve ser ensinado nas escolas, mas é preciso que nos organizemos não apenas para que isso aconteça, mas também para que quando acontecer estejamos preparados para tal empreendimento.


Nos laços do Calvário,
Esdras Costa Bentho
.

31 comentários:

Victor Leonardo Barbosa disse...

parabéns pelo artigo pastor Esdras, essa reflexão é mportantissíma nos dias de hoje. Cobramos por demais a educação criacionista, mas como colocá-la neste contexto estudantil. A meu ver, para que haja equilibrio, creio que caso haja uma brecha para que o criacionismo entre nas escolas, ela deve primeira e acima de tudo ser colocada por nós, por pessoas capacitadas. As organizações eclesásticas também, na medida do possível e sem se comprometer demais com esta questão, pois o tiro pode sair pela culatra.
O maior embate, que deve ser muito discutido, é qual vertente criacionista devera ser posta.
Creio que ada terra jovem, dilúvio Universal, etc, é a correta, todavia, não podemos menosprezar nossos irmãos que pensam dferente nesta questão.
Por isso, é que uma boa reflexão antes de qualquer medida é o minímo que podemaos fazer.
Abraços e Paz do Senhor

ALTAIR GERMANO disse...

Amado Pr. Esdras Bentho,

se fui devidamente informado (um blogueiro precisa de fontes confiáveis,)que tal aproveitar as "férias" para pensar a concretização da associação de blogueiros cristãos?

Vai nessa tua força!

Paz do Senhor!

Silas Daniel disse...

Caro Esdras,
Brilhante análise da situação. Você foi exatamente ao ponto. O que acontece, na verdade, é que aqui, no Brasil, como o debate sobre o criacionismo ser ensinado nas escolas é um pouco recente, essas questões que foram levantadas ao final do seu artigo ainda não foram resolvidas. Nos Estados Unidos, porém, onde o assunto já é debatido há décadas, eles estão, naturalmente, passos à frente. Por lá, já há alguns posicionamentos formados sobre esses pontos.
O que parece ser mais forte hoje nos EUA é a proposta de o Design Inteligente ser adotado como a outra teoria a ser ensinada nas escolas ao lado do evolucionismo. Essa tese é defendida inclusive por gente boa como Charles Colson e Nancy Pearcey (só para citar nomes conhecidos; outro bom exemplo é o veterano Phillp Johnson, não tão badalado aqui no Brasil como lá nos EUA). Como você deve saber, o Design Inteligente não se coaduna totalmente com o criacionismo conservador. Há muitos teólogos conservadores sérios que criticam-no, destacando as divergências entre o DI e o criacionismo clássico. Porém, em nome da possibilidade de o criacionismo ser ensinado nas escolas, e como o Design Inteligente já está bem amadurecido (sendo defendido tanto por cientistas cristãos como por alguns cientistas ateus e agnósticos), está se trabalhando fortemente nos EUA para ele ser definitivamente ensinado nas salas de aula ao lado da TE. O embasamento científico do DI já está consolidado (já há, inclusive, livros escolares confeccionados por cientistas do DI que desenvolvem o assunto, apresentando a teoria ao lado do darwinismo e deixando para o aluno a escolha). Além disso, já é um passo colossal ver o DI ser ensinado em salas de aula. Pequenas diferenças entre o DI e o criaciosnimo clássico, deixemos para os seminários, as EBDs e as igrejas. O DI já é um passo enoooooooorme! É quase Gênesis 1 e 2 sendo ensinados em sala de aula.
Outro detalhe: lá, é consenso que quem ensinaria o DI seriam os professores de Ciência, não de História, Geografia ou Religião. Acho correto.
Quanto à terceira pergunta, sobre quem seriam os autores dos livros didáticos, o certo seria, a meu ver, um capítulo do livro escolar de Ciências versar sobre evolucionismo, sendo escrito por um cientista evolucionista, claro; e um outro capítulo do livro versar sobre o DI e ser escrito por um cientista do DI. Seria a melhor forma de preservar a imparcialidade.
No mais, parabéns mais uma vez pela excelente e objetiva abordagem que você deu ao assunto.
Um abraço!

Gutierres Siqueira, 18 anos disse...

Pastor Esdras, parabéns por sua preoucupação com o Criacionismo Bíblico.
Em relação a entrevista, fico feliz por você passar ao pr. Israel, que está lançando uma grande obra para o pentecostalismo. Mas ainda espero entrevistar o irmão sobre o pós-modernismo, mas isso no futuro!
Em relação a sua colocação sobre o barulho, vou tentar responder por meio de um artigo.
Um abraço!

Gutierres Fernandes Siqueira
www.teologiapentecostal.blogspot.com

Victor Leonardo Barbosa disse...

olhe só pastor, eu não quis dizer que nós somos os capacitados(rsrssrs), e sm que o criacionsmo dve ser colocado por nós(crentes), pessoas capacitadas(professores, biólogos e cientistas criacionistas) e orgazinações eclesiásticas.

Creio que esse trio é de extrema importância para que o criacionismo triunfe.
Abraços e Paz do Senhor!!!

Ciro Sanches Zibordi disse...

Parabéns pelo estudo!

Esse professor aí embaixo é bem estressado, hein!

Deus abençoe o irmão pelos proveitosos esclarecimentos.

Em Cristo,

Ciro Sanches

ALTAIR GERMANO disse...

Amado Esdras,

entre em contato urgente o Valmir Nascimento do "Como viveremos", acerca da criação de site e associação de blogueiros cristãos.

Um abraço e a paz do Senhor!

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro Esdras:

Acredito que o Silas Daniel definiu de forma brilhante o caminho para que o criacionismo seja parte do currículo das escolas de ensino fundamental e médio.

Se insistirmos na "tese religiosa" nunca conseguiremos furar o cerco dada a falsa dicotomia que se gerou entre o religioso e o secular. Prova disso foi o que sugeriu a professora de seus filhos, dando a entender que o criacionismo não é assunto científico e, sim, religioso.

Como afirmou Silas Daniel, a teoria do Design Inteligente já é assunto bem amadurecido nos Estados Unidos, inclusive com o respaldo de grandes cientistas e talvez seja por aí o caminho para fazermos frente à teoria evolucionista nas escolas.

Há um livro em Inglês (não sei se já está traduzido para o Português) "The Case of Creator", de Lee Strobel, que traz muita luz sobre o assunto e pode ser o ponto de partida, no Brasil, de uma campanha para a inclusão do criacionsimo nos currículos escolares.

Que tal o irmão ser o catalisador desse movimento?

Um abraço.

Victor Leonardo Barbosa disse...

Olha só irmãos..saiu recentemente:
mais uma cadeia evolutiva foi quebrada.

olhem no link:

http://www.tsf.pt/online/ciencia/interior.asp?id_artigo=TSF182734

abraços

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene.
1. Prezado Victor Leonardo. Muito obrigado por suas palavras motivacionais. Seria muito bom e importante se bacharéis em Teologia ministrassem o criacionismo nas escolas. Porém, há dificuldades quanto à certificação, uma vez que nos concursos públicos de alguns Estados pede-se o curso de Ciências da Religião em vez do bacharelado, pois segundo consideram, este último é confessional, enquanto aquele é científico. Já presenciei e participei de calosos debates a respeito do assunto em um dos concursos públicos em Joinville - SC, quando alguns alunos do bacharelado tiveram dificuldade de assumir a função devido ao problema apresentado. Bom, isso é outra história.
2. A respeito da corrente criacionista chamada de Terra Jovem ou Fiat, ainda é uma das mais aceitas pelos teólogos protestantes, no entanto, apresenta também alguns problemas (todas as correntes criacionistas apresentam algum tipo de dificuldade). Porém, tem a seu favor o fato de que ele não anula o Dilúvio universal, e justifica a formação das camadas fósseis nesse período. Atualmente, nos Estados Unidos os criacionistas estão mais inclinados ao Design Inteligente (confira abaixo a proposição do Pr. Silas Daniel e do Pr. Geremias do Couto).
3. No entanto, nós, os brasileiros, precisamos nos organizar a respeito. Os teólogos e estudiosos adventistas estão muito mais adiantados nesse aspecto do que os assembléianos (veja, por exemplo: http://www.scb.org.br).
4. Na discussão a respeito do criacionismo pelos assembléianos, seria necessário que a nossa CGADB, principalmente o Conselho de Doutrina, organizasse um fórum científico para debater o assunto: a posição oficial das Assembléias de Deus no Brasil seria o resultado desse “concílio”. Alguns dos assuntos: as diversas teorias criacionistas: seus avanços e retrocessos; a posição e experiência norte-americana; A metafísica e a variedade de cosmologias, etc...
Esdras Costa Bentho

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene.
Prezado pastor Altair Germano, muito obrigado pela confiança. Porém estou com dificuldade para tal empreendimento. Algumas atividades acadêmicas, seminários e a conclusão de uma pequena gramática do grego bíblico estão ocupando demasiadamente as minhas “férias”. Conte comigo para o que for necessário.
Esdras Bentho

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene.
1. Prezado pastor Silas Daniel, muito obrigado pela sua participação e colaboração. Os blogueiros do Teologia com Graça agradecem sua intervenção a respeito do DI e da experiência norte-americana. A todos os leitores do blog Teologia com Graça, sugiro a leitura do artigo de autoria do Dr. Nicodemos: “Um pé na porta”, post de 22 de maio de 2007 e o seu “Diálogo inacabado entre um pastor e um cientista...” de 16 de junho de 2007.

Anônimo disse...

Amado Esdras,
Muito legal o seu blog. Gostei de ver minha charge. Aliás, obrigado por postá-la. Será sempre um enorme prazer, uma honra poder colaborar com o irmão.
Que o Senhor Jesus te use profudamente em sabedoria, conhecimento e graça.
Um grande Abraço.
Teu fã,
Flamir

Victor Leonardo Barbosa disse...

Esse assnto é realmente complicado pastor Esdras, e realmente entendo a visão do pastor Nicodemus, geremias e Silas. Todavia, creio que esse tiro(Deus nos livre!) pode sair pela culatra. Devido a minha formação em um colégio Cristão(presbiteriano) por nome John Knox, fui ensinado segundo essa teoria, que é o da terra jovem , etc, além de saber sobre o criacionismo com grandes criacionistas cientificos que defedem tal doutrina clássica conservadora, como Adauto Lourenço, que inclusive palestrou sobre isso na UEPA(universidade estadual do Pará, aqui em Belém), por isso, apesar de isso ser uma realidade nos estados Unidos, creio que no Brasil algo ainda melhor pode ser feito. `
Não sei se é impressão minha, mas a falta de colégios e univrsidades Crsitãs afiliada a nossa denominação(e tantas outras) faz talvez com que o criacionismo consevador fique mais preso ao banco da igreja e "as coisas da relgião"
creio que nossa denominação pode fazer muito a respeito, e concordo com o senhor que ela deve se posicionair sobre o assunto.
Mas relembrando os pastores Silas e Geremias, se nossa única escolha é entre o evolucionismo e o design inteligente, com certeza prefiro o design inteligente, claro que, não concordando com toda as suas proposições.

Anônimo disse...

A paz do Senhor pastor Esdras!

Gostaria de tirar um dúvida que surgiu agora pela tarde aqui onde eu trabalho. Estava pesquisando a respeito do pr . e dr. Norman Russel Champlin, autor do comentário Bíblico interpretado versículo por versículo e me deparei com o seguinte dilema:

´´Referência de muitos teólogos cristãos e espíritas, Russel Norman Champlin nasceu em 22/12/1933 em Salt Lake City nos EUA, tendo concluído bacharelado em Literatura Bíblica no Imannuel College; os graus de M.A. e Ph. D. em línguas Clássicas na Universidade de Utah; fez estudos de especialização (em nível de pós graduação) do Novo Testamento na Universidade de Chicago. Em sua carreira como professor universitário e escritor (atuando na UNESP por 30 anos), publicou cinco livros, entre eles evangélicos e espíritas. A maioria deles foram traduzidos pelo Pastor João Marques Bentes, da Igreja Batista.``

Champlin é espírita?

O senhor poderia me responder a respeito? Você aconselha este comentário bíblico?

Deus abençoe!

Vitor hugo
Joinville/SC
www.vitorhugosc.blogspot.com

Pastor Geremias do Couto disse...

Caro Victor Leonardo:

Você tocou em duas circunstâncias que nos remetem à razão pela qual o criacionismo não é aceito nos bancos escolares. A primeira, quando menciona a sua formação em colégio presbiteriano, portanto de origem cristã, onde aprendeu o chamado criacionismo conservador, da terra jovem etc. A segunda, o fato de termos poquíssimas faculdades em nossa denominação como fator determinante para seguir essa linha proposta.

O que você informa nos leva de volta à constatação de Nancy Pearcey quanto à teoria do pavimento de cima e do pavimento de baixo. Ou seja, a medida que os evangélicos admitiram ao longo do tempo, de forma defensiva, que as coisas da Bíblia ficassem no pavimento de cima, como forçosamente quis o Iluminismo, criou-se então essa falsa dicotomia Daí porque, nos colégios seculares, quando se fala em criacionismo bíblico, a resposta sempre será: "Isso é coisa de religião!"

É por essa razão que as pessoas que você mencionou, entre elas o próprio que subscreve este comentário (como tantas outras), defendem o uso do Design Inteligente como uma forma de fazer frente ao evolucionismo nas escolas por ter, hoje, amplo respaldo científico. É o nosso "pé na porta", como bem definiu o rev. Augustus Nicodemus em um de seus posts.

Victor Leonardo Barbosa disse...

Ok pastor Geremias, obrigado pela reflexão, creio que ralmente é isso mesmo, pode-se dize qe o Design inteligente é o "calcanhae de aquiles" ou "espoinho na carne" dos evolucionistas.
O que Nancy Pearcy esceveu é importante de ser refletido, a influência iluminista que perdura até hoje. Infelizmente.
Abraços e Paz do Senhor!!!

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene.
Preado Flamir é uma honra postarmos suas charges, pois as mesmas são dinâmicas (a idéia de movimento está sempre presente), criativas, reflexivas e cristãs. Deus o abençoe e que novas sejam criadas e postadas no Teologia com Graça.
Seu amigo em CRisto,
Esdras Costa Bentho

Esdras Costa Bentho disse...

Pr. Ciro, muito obrigado por suas humoradas palavras. É de fato o aquele professor é muito estressado. Mas lembremos trata-se de apenas uma caricatura feito por um criacionista, um desenhista evolucionista poderia ter feito o mesmo em relação ao criacionismo.
Obrigado por seu post.
Deus o abençoe.
Esdras Bentho

ALTAIR GERMANO disse...

Amado Esdras, se puder, gostaria que entrasse em contato comigo por e-mail, acerca do projeto de divulgação dos blogs cristãos!

altair.germano@gmail.com

Paz do Senhor!

Pastor César Moisés disse...

Caro Esdras Bentho

Eu é que direi "avante paladino do criacionismo"!

O amado realmente está de parabéns, seus posts sobre o assunto em pauta o tem trazido para o debate e centro da discussão.

Isso faz com que pensemos acerca do assunto e melhoremos nossas propostas para esta questão.

Um abraço

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene.
1. Prezados irmãos e amigos Victor Leonardo, Pr. Geremias do Couto e Pr. Silas Daniel, suas opiniões a respeito do tema são oportunas e criteriosas. Concernente à teoria da Terra Jovem ou Criacionismo Fiat, esta ainda continua sendo uma das mais preferidas dos teólogos brasileiros e do ensino das escolas confessionais, mas isto não significa que a mesma responde a todas as questões do debate. Lembremos que o DI fundamenta-se no conceito de que houve uma intencionalidade na concepção da vida – obviamente, uma opinião sustentada também por todas as teorias criacionistas. Michael Behe, como todos sabemos, foi o responsável pela popularização do DI, por meio da obra A caixa-preta de Darwin. Inúmeros e respeitados cientistas são defensores dessa teoria e discordam completamente do evolucionismo.

2. É de bom alvitre, porém, que ouçamos a experiência e sejamos criteriosos e cuidadosos ao nos apoiar em teorias científicas para confirmar as Sagradas Escrituras. O princípio da reforma, sola scriptura, deve governar a nossa mente e convicções. Como um estudante da exegese e hermenêutica bíblica, minha preocupação é com o sentido fiel das Escrituras. Logo, me preocupo quando interpretamos a Escritura com as lentes da ciência ou de uma teoria científica qualquer. Hoje o DI suscitou afirmações e questões que o naturalismo tradicional ainda não foi capaz de responder, assim como, o Criacionismo Fiat anteriormente fez. Agora temos maduras argumentações dentre as principais teorias criacionistas, e, acredito, que seja possível realizarmos uma poderosa “SINTEZE” à moda hegeliana, um “SALTO” à maneira de Walter Benjamim, ou ainda um “JUÍZO SINTÉTICO”, como proposto por Kant. Esses teóricos, em linguagem distinta, afirmavam uma mesma coisa: ampliar o conhecimento disponível, por uma abstração nunca antes feita”, dando origem a uma nova abordagem a partir da tese e antítese. Temos, portanto, condições de ampliarmos o juízo a respeito do tema. Não joguemos fora aquilo de positivo que algumas teorias criacionistas já produziram. Façamos uma síntese à nossa imagem conforme à nossa semelhança.

Esdras Costa Bentho disse...

Vito Hugo,as obras de Champlim, no que diz respeito ao seu comentário bíblico, há muitas coisas positivas, mas devemos tomar cuidado com as posições antibíblicas do autor. Muitas delas ferem a ortodoxia e os dogmas das igrejas reformadas, evangélicas e pentecostais. Lembremos que o Dr. Champlim, em suas posições teológicas é universalista. As opiniões do autor de o Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, a respeito da encarnação, inferno, espiritismo, parapsicologia entre outros, macula a fiel interpretação da Bíblia. Agora, se ele é espírita não posso afirmar. Quem sabe ele ou algum amigo do Teologia com Graça possa nos dizer. A respeito de suas obras, leia como se degusta um peixe que tem muitas, muitas espinhas.

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene.
Obrigado "paladino da educação cristã". Deixe a sua opinião a respeito do DI ou da Criação Fiat? Aguardamos

Carlos Roberto Silva, Pr. disse...

Olá Pastor Esdras!
O assunto em pauta é de grande importância, de modo que nossa denominação não pode se omitir, principalmente quando as diversas classes se organizam para tal debate.
O problema precisa ser encarado de frente, com a responsabilidade que o assunto requer.
Creio que temos homens de Deus, capacitados teologicamente, pedagogicamente e com suporte espiritual para tal discussão, a ponto de que venhamos ter uma posição definida em tempo hábil.
Aqui mesmo no seu blog,além do próprio irmão, desfilam comentaristas capacitados para tanto.
Se o irmão permitir, na condição de um dos membros do Conselho de Doutrina da CGDB, estarei compartilhando com nosso Presidente, Pastor Paulo Freire, a necessidade em tela.
Pr. Carlos Roberto Silva - Cubatão - SP, carsavis@superig.com.br

Pr. Samuel disse...

Amigo, Dr. Esras, Paz! Não qerendo gravitacionar em torno deste (tão importante) tema- e tão sabiamente comentado por estes eruditos blogueiros, na condiçao de pai de duas crianças a frequentarem o ensino fundamental,chamo a atenção para algo qe dá para ser feito já: É o fato de os pais cristãos fazerem o grande favor de conscientizarem os seus filhos sobre esta nefasta teoria evolucionista antes mesmo que eles venha a se assentar no banco da escola, quando pouco pode ser feito. Também sou um educador e tenho constatado qe cada vez mais tem pais transferindo a responsabilidade da educação cristã totalmente para os professores de EBD,já qe nossos colégios cristãos da denominação no Brasil ainda são muito tímidos em números. Esta é uma área que um pai cristão não pode falhar, pois muito cedo nossos filhos estão manuseando materiais, sites de pesquisas com teorias totalmente contrárias ao nosso credo e se não for feito previamente um trabalhoo de base, o estrago é grande. Aqi em Portugal, pelo menos na escola de meus filhos, é nítido e claro a tendencia evolucionista, explosão cósmicas e coisas do gênero. Os canais cientificos na tv paga são tendenciosamente evolucionistas, e ai?? Não tem sequer espaço para discussão na sala de aula! O que me deixa descansado é a frase que meu filho Samuel Jr. me disse, ao apanhaá-lo no portão da escola após uma dessas aulas maçantes: "Ah, papai, eu ouço essas coisas e digo comigo mesmo: é melhor ouvir isso do que ser surdo! Mas isso pq. alguém chegou primeiro na sua mente. Deixo a velha e sábia recomendação de Prov."Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele".(22:6) Noé não conseguiu salvar o mundo do dilúvio, mas conseguiu salvar a sua casa. O mesmo não podemos dizer do leviano Ló. Então, fica a sugestão, antes de levarmos o assunto para a sala de aula, vamos levá-lo para a sala de casa...com certeza o prejuizo será bem menor!
SOLA FIDE

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene.
Prezado irmão, Pr. Carlos Roberto, sua participação honra o Teologia com Graça. Eu corroboro da mesma crença que o digno companheiro de ministério: nossa CGADB possui homens competentes para discutir o assunto, e deve posicionar-se nesse momento crucial da história da Assembléia de Deus brasileira.
Agradecemos ao querido Pastor pela urgência em comunicar ao distinto Presidente do Conselho de Doutrina da CGADB, Pr. Paulo Freire, a respeito da necessidade de nossa querida denominação posicionar-se a respeito do assunto. O modo como decidimos os problemas morais, religiosos, educacionais e espirituais hoje, afetará uma nova geração de crentes amanhã.
Deus o abençoe!

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene.

Prezado amigo e Pr. Samuel Silva, seu post honra o Teologia com Graça. Os desafios em Portugal, como o querido pastor deixou claro, são os mesmos que enfrentamos aqui no Brasil. Acredito que o debate na Europa seja mais hercúleo. Concordo plenamente com o digno companheiro a respeito da necessidade de os pais educarem os seus filhos na Palavra. Conheço seus filhos e a educação que o irmão e a Jadna, sua esposa, dão aos meninos, e, o resultado está se confirma a cada dia. Que os pais cristãos lembrem-se de educar suas crianças, pois o nosso adversário tem todo um sistema educacional, filosófico e religioso elaborado para desacreditar a fé cristã, e os filhos dos crentes fiéis são os alvos principais.
Deus o abençoe em Portugal,
Esdras Bentho

Sóstenes Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sóstenes Lima disse...

Caro pastor Esdras,

pelo que andei lendo nas postagens, a maioria absoluta dos que aqui se manifestaram é de acordo com a inclusão da teoria criacionista no currículo da Educação Básica, especialmente Ensino Fundamental. Diante disso gostaria de fazer alguns comentários:

1. Há poucos cristãos evolucionistas. Isso ajuda a difundir um suposto antagonismo entre fé e evolução. A maioria dos criacionistas acredita que haja uma incompatibilidade necessária entre teísmo e evolucionismo. Não é verdade. Sou adepto à teoria evolucionista e mantenho uma fé teísta.

2. Considero um retrocesso o que vem acontecendo no campo político e educacional nos Estados Unidos, onde uma direita religiosa fundamentalista tem cada vez mais acumulado poder, em vem de aceitar o fato, historicamente patente, de que toda vez que a igreja acumula poder e se une ao estado, ela entra num processo inevitável de decadência.

3. Infelizmente, boa parte dos que defendem a inclusão do criacionismo no currículo escolar é formada por pessoas de boa fé, mas com pouco conhecimento e experiência na área das ciências biológicas e humanas, em especial Biologia e Educação. Quando afirmo isso, não estou dizendo que não haja professores de biologia ou de qualquer outra área, na educação básica, que concorde com essa idéia. Estou apenas falando que, entre os cientistas de fato (professores doutores de centros de referência em pesquisa na área de biologia e educação), essa idéia é raramente acatada. Isso mostra o quanto a defesa da inclusão do criacionismo no currículo escolar é problemática e insustentável. Além disso, lamentavelmente há, por parte desse grupo de pessoas, certo anticientificismo medieval. Há uma crença bastante sólida de que a ciência milita aberta e inexoravelmente contra a fé, o que não é verdade.

4. E por último, gostaria de considerar que, fundamentalmente, Criacionismo e Evolucionismo, ou qualquer outro método cosmogônico, não é um assunto da teologia, mas sim da Biologia e Antropologia Física. Para a Teologia não interessa muito o modo como o universo e o ser humano veio a existir (metodologia da “criação”), mas sim por ação de quem e para que propósito.

Um grande abraço!
De seu irmão em Cristo,

Sostenes Lima

Bacharel em Teologia (Faculdade Teológica Sul Americana), Licenciado em Letras (Universidade Estadual de Goiás), Mestre e Doutorando em Lingüística (Universidade de Brasília). Professor de Lingüística na Universidade Estadual de Goiás e professor de Teologia Contemporânea no Instituto Bíblico de Anápolis.

Faculdade de Teologia disse...

Parabens muito bom seu Post,muito interesante!!!!Fik c paz d cristo!!!
Abs!
Faculdade Teológica

TEOLOGIA & GRAÇA: TEOLOGANDO COM VOCÊ!



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