DÁ INSTRUÇÃO AO SÁBIO, E ELE SE FARÁ MAIS SÁBIO AINDA; ENSINA AO JUSTO, E ELE CRESCERÁ EM PRUDÊNCIA. NÃO REPREENDAS O ESCARNECEDOR, PARA QUE TE NÃO ABORREÇA; REPREENDE O SÁBIO, E ELE TE AMARÁ. (Pv 9.8,9)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A Prosperidade no Antigo Testamento - Subsídio Lexicográfico

"Pois quanto o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para os que o temem" (Sl 103.11)



Cinco termos hebraicos que descrevem a prosperidade no Antigo Testamento

1. Tsālēach: a prosperidade como fruto de uma vida bem-sucedida. No Antigo Testamento a palavra hebraica mais comum para descrever a prosperidade é tsālēach, isto é,"ter sucesso", "dar bom resultado", "experimentar abundância" e "fecundidade". Esse termo é usado em relação ao sucesso que o Eterno deu a José (Gn 39.2,3,33) e a Uzias (2 Cr 26.5). No contexto bíblico, a verdadeira prosperidade material ou espiritual é resultado da obediência, temor e reverência do homem a Deus. A Escritura afirma que Uzias "buscou o SENHOR, e Deus o fez prosperar". A prosperidade de Uzias nesse período foi extraordinária. Como rei desfrutou de um sucesso e progresso imensurável (2 Cr 26.7-15). Deus deu-lhe sabedoria para desenvolver poderosas máquinas de guerra para proteger Jerusalém (vv.14,15). A prosperidade de Uzias era subordinada à sua obediência a Deus. O profeta Zacarias o instruía no temor do Senhor, razão pela qual o monarca prosperou abundantemente. O homem verdadeiramente próspero é como a "árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará" (Sl 1.3). Porém, a soberba destronou o rei de seu palácio e prosperidade (confira shālâ).

2. Chāyâ: a prosperidade de uma vida longeva. Um outro termo hebraico que descreve a vida próspera é chāyâ. Literalmente a palavra significa "viver" ou "permanecer vivo", entretanto, em certos contextos significa "viver prosperamente": "Até que eu venha e vos leve para uma terra como a vossa, terra de trigo e de mosto, terra de pão e de vinhas, terra de oliveiras, de azeite e de mel; e assim vivereis e não morrereis" (2 Rs 18.32). Em 1 Samuel 10.24, a frase "Viva o rei!", quer dizer "Viva prosperamente o rei!"; "Viva o rei em prosperidade". Nesses dois contextos, chāyâ se refere à "fartura de dias", "longevidade", "livrar-se da morte" e, consequentemente, "prosperidade". O termo também relaciona-se à saúde física e a cura de enfermidades. Em Js 5.8, o termo é traduzido por "sarar", "recuperar a saúde".

3. Śākal: a sabedoria que traz prosperidade. Um outro termo muito significativo no Antigo Testamento é śākal. Textualmente significa "ser sábio", "agir sabiamente" e, por extensão, "ter sucesso". Esta palavra está relacionada à vida prudente, ao agir cautelosa e sabiamente em todos os momentos e circunstâncias. Um exemplo negativo que serve para ilustrar a importância do que estamos afirmando é o marido de Abigail. Nabal, do hebraico nābāl, ipsis litteris, "louco", "imprudende", "tolo", demonstrou imprudência, tolice e loucura ao negar socorrer a Davi em suas necessidades. Embora rico, não era sábio e prudente (1 Sm 25.10-17); sua estultice quase o leva à morte pelas mãos de Davi, mas não impediu que o mesmo fosse morto pelo Senhor (1 Sm 25.37,38). Nabal não agiu com śēkel, isto é, "sabedoria", "prudência"; não procedeu prudentemente, portanto, "não teve sucesso", "não foi próspero". Davi, por outro lado, viveu sabiamente diante de Saul, dos exércitos de Israel, do povo e diante do próprio Senhor: "E Davi se conduzia com prudência [śākal] em todos os seus caminhos, e o Senhor era com ele" (1 Sm 18.14 ler vv.12,15). Nesses versículos temos a relação mútua entre dois conceitos: O Senhor era com Davi, razão pela qual o filho de Jessé foi prudente em suas ações; Davi era sábio, justo e prudente, motivo pelo qual o Senhor era com ele. Em alguns textos śākal diz respeito à prosperidade que advém do comportamento sábio e prudente.

4. Shālâ: o estado de impertubabilidade da prosperidade. O vocábulo procede de uma raiz da qual se deriva as palavras "tranquilidade" e "sossego". O termo significa "estar descansado", "estar próspero", "prosperidade". O termo também diz respeito à prosperidade do ímpio (Jr 12.1). Porém, o foco que pretendo destacar é o flagrante estado de "impertubabilidade" que pode levar ao orgulho. No Salmo 30. 6 o poeta afirma: "Eu dizia na minha prosperidade [shālâ]: Não vacilarei jamais". Derek Kidner (1981, p.148) afirma que a raiz hebraica que dá origem a palavra prosperidade nesse versículo refere-se às "circunstâncias fáceis, ao ponto de vista despreocupado, ao descuido e à complacência fatal" (Jr 22.21; Pv 1.32). Provérbios 1.32 revela com muita propriedade que "a prosperidade dos loucos os destruirá". O Salmo 30 descreve o louvor pelo recebimento da cura divina e pelo livramento da morte: "Senhor, fizeste subir a minha alma da sepultura; conservaste-e a vida para que não descesse ao abismo" (v.3). A salmodia foi composta logo após o restabelecimento da saúde física do salmista. Neste poema, o rapsodo fala a respeito de sua prosperidade e de como sentia-se seguro, tranquilo e impertubável até que a calamidade adentrou nos umbrais de sua frágil vida e seu orgulho e confiança na riqueza foram abatidos. A confiança na estabilidade da prosperidade cede lugar à confiança inabalável na bondade divina: "Ouve, Senhor, e tem piedade de mim; Senhor, sê o meu auxílio" (v.10). O patriarca Jó também alude ao "descanso" e "tranquilidade" advindas da prosperidade e como de súbito foi apanhado pelas adversidades: "Descansado [shālâ] estava eu, porém ele me quebrantou" (Jó 16.12a). Paulo, muito tempo depois orienta ao jovem pastor Timóteo para que exorte os ricos a não porem a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente dá todas as coisas (1 Tm 1.17). A prosperidade anunciada por meio do vocábulo shālâ pode produzir, como afirma o teólogo Victor Hamilton, "despreocupação" (Ez 23.41; Pv 1.32). Portanto, esse termo afirma o perigo que subjaz na prosperidade. Esta não deve substituir a confiança em Deus e nas santas promessas das Escrituras.

5. Dāshēm: a prosperidade abundante. Este termo é mais frequente nos textos poéticos do que nos prosaicos. Logo, trata-se de um vocábulo poético e idiomático hebreu. Literamente significa "engordar", "ser gordo" e, consequentemente, "ser próspero". Em nossa obra, Hermenêutica Fácil e Descomplicada (CPAD) explicarmos detalhadamente o hebraísmo "gordura" nas páginas 212, 213, 214 e 215. O Salmo 63.5, por exemplo, diz: "A minha alma se farta, como de tutano e de gordura [dāshēm]; e a minha boca te louva com alegres lábios". O hebraísmo dāshēm, isto é, gordura, descreve duas verdades concernentes à prosperidade: suficiência e sentimento de bem-estar advindo da prosperidade. Em Gênesis 41 aprendemos que as vacas gordas representam prosperidade, suficiência, abundância e felicidade (vv.26,29), enquanto as magras, necessidade, escassez, fome e tristeza (vv.27,30). Imagens como essas eram frequentes no Crescente Fértil. Nos períodos áureos, o gado, sempre gordo, refletia a prosperidade da terra, trazendo alegria a seus proprietários, enquanto o rebanho magro refletia a miséria e infortúneo. Desde então, os judeus, nada afeitos a termos abstratos, preferiram designar a prosperidade utilizando-se de imagens como gordura, vacas gordas e tutanos (gordura do interior dos ossos). Veja, por exemplo, a bênção de Isaque sobre o seu filho: "Assim, pois Deus te dê do orvalho do céu, da gordura da terra, e da abundância de trigo e mosto" (Gn 27.28 Edição Contemporânea de Almeida). Na tradução, a ARA (Almeida Revista e Atualizada) omite o hebraísmo "gordura da terra", mas traduz por "exuberância da terra". Embora o termo hebraico em Gênesis seja outro, participa do mesmo campo semântico de dāshēm, gordura, assim como o vocábulo chādal, isto é, ser gordo ou próspero. Este termo, por sua vez, diz respeito a prosperidade abundande, que salta aos olhos e traz extrema felicidade e contentamento (Pv 11.25; 13.4).

34 comentários:

Daladier Lima disse...

Infelizmente, quase sempre não sabemos distinguir muito bem entre prosperidade e riqueza. Nosso muito monetarizado mundo nos empurra a ver numa pessoa rodeada de bens a verdadeira felicidade, quando isto é puro engano.
Para Deus é próspero Jó de quem o Senhor afirma: reto, temente e que se desvia do mal. A propósito, no pensamento oriental semita, reto é alguém que posto sob a luz (do sol?) não faz sombra em qualquer direção!

Visitem http://daladier.blogspot.com - Reflexões Sobre Quase Tudo

Victor Leonardo Barbosa disse...

Importante post pastor esdras, é importante os crentes saberem realmente oq ue é prosperidade a Luz da Bíblia, que está mais relacionada a uma vida feliz com Deus do que riquezas e títulos...

Victor Leonardo Barbosa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pablo Ramada disse...

É próspero quem descobre esses valores, mesmo antes de estar rico!

Eliseu Antonio Gomes disse...

Pastor Esdras

Admiro o seu conhecimento.

Tenho muitos "teólogos na estante", mas antes de tudo prezo pelas Escrituras Sagradas e tenho consultado sobre todos os assuntos, inclusive o significado de prosperidade, sua significação para nós hoje...

Li o texto do seu artigo. E gostaria de ampliar mais o horizonte...

Peço sua gentileza, por favor, decline sobre qual é seu entendimento sobre todos os significados do termo PAZ em grego (eirene) e aramaico (shalom).

Significam prosperidade. Não é?

Sua resposta é muito importante para mim. Conto com a sua compreensão.

A paz do Senhor.

Eliseu Antonio Gomes disse...

Pastor

Fiz um artigo sobre o seu artigo e publicarei sua resposta nele.

http://belverede.blogspot.com/2007/11/prosperidade-os-telogos-na-minha.html

Abraço

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene.

Prezado Pr. Daladier Lima, sou grato a Deus pela sua vida e participação em nosso blog. Sua observação a respeito da prosperidade material dos ímpios é pertinente. Não são os bens materiais que determinam a prosperidade de um indivíduo, embora esteja também relacionado, mas a obediência a Deus. É na presença de Deus que percebemos que os valores terrenos nada são, inúteis metais.
Deus o abençoe

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene.

Prezado irmão Victo Leonardo, Deus abençoe os leitores de sua pena. Muitos crentes ainda não sabem o que é verdadeiramente a prosperidade. Quando leio e interpreto conscienciosamente os textos dos Evangelhos relacionados ao tema, mais percebo que a prosperidade da qual fala o nosso Senhor Jesus é diferente daquela que é propalada pela teologia da prosperidade.
Deus o abençoes

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene.

Não tenho qualquer responsabilidade pelo post que "aparentemente removi". Isto não ocorreu por uma ação voluntária de nossa parte. Ainda tentarei saber o que está acontecendo.
Um abraço a todos.

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene
Prezado irmão Pablo, concordo plenamente com o amigo. A prosperidade do Antigo e Novo Testamentos refletem a sabedoria de Deus e a própria vontade divina a respeito do assunto. A riqueza também é uma bênção divina, mas conforme mostramos a partir do Salmo 30 e da vida de Uzias pode ser um perigo para os desavisados!
Um abraço companheiro!

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene
Prezado Pr. Eliseu Gomes, meus parabéns pela perspicácia e lembrança. Não existe em ambos os sacros Testamentos a idéia de uma prosperidade sem a paz, seja ela shālôm ou eirēnē. O substantivo shālôm significa literalmente “completude”, “perfeição”, “bem-estar” e saúde, elementos necessariamente implícitos no termo Tsālēach: a prosperidade como fruto de uma vida bem-sucedida. Somente depois que o termo quer dizer “paz”. Essa paz dentro do contexto histórico do AT está, como sabiamente afirmou Vine (2003, p.217), relacionado a “uma relação bem-sucedida” que envolve, necessariamente Śākal: a sabedoria que traz prosperidade. Do substantivo shālôm procede o adjetivo ou verbo shālêm que se traduz por “completar”, “estar inteiro”, “completo”, “perfeito”; talvez relacionado à Dāshēm: a prosperidade abundante.
Quanto ao termo grego eirēnē, usado pela Septuaginta em muitas ocasiões para traduzir o hebraico shālôm, não foge do significado já perfilado pelo seu referente hebraico. Entretanto, em alguns contextos em que o termo aparece em o Novo Testamento, o sentido do semema distingui-se daquele pretendido pelos gregos (ataraxia) e também da pax romana, uma vez que refere-se ao estabelecimento da comunhão com Deus através do sacrifício expiatório de Cristo no Calvário: Paz de Deus e paz com Deus.
Devo, portanto, lembrar que o contexto das passagens é que determinam o sentido de shālôm e eirēnē, e não necessariamente o significado isolado desses termos.
Um abraço
Esdras Bentho

Anônimo disse...

Agradeço à Deus pelas vossas vidas!,o enriquecimento e aprofundamento no assunto bíblico é relevante pois demonstra a "pobreza das vacas " do sonho de faraó ,interpretado por José, nas "pregações" já conhecidas!. Quem dera que eles ouvissem!
Quem dera que todos recebessem!
No Senhor : Humberto Marinho Chaves.

Valmir Nascimento Milomem disse...

Pr. Esdras,

Mais uma vez o irmão nos agracia com um belo estudo, nesta feita sobre prosperidade, buscando no original o significado do termo.

É isso o que me fascina em seus textos: a facilidade (leia-se conhecimento) que possui para abordar diversas temáticas bíblicas.

Sem hipocrisia, é uma enorme satisfação ter a oportunidade de fazer parte deste contexto, acompanhar o seu blog e aprender diariamente com sua sapiência concedidade por Deus.

Não existem dúvidas de que todos nós buscamos prosperidade em nossas vidas.Toda e qualquer pessoa anela por melhores condições de existência e qualidade de vida, no entanto, o problema reside no fato quando colocamos essa busca em primeiro lugar, quando relegamos o Reino de Deus ao segundo plano, e quando pensamos mais nas coisas materiais que nas celestiais.

Oro a Deus para não ficar confundido sobre o que havemos de "comer, beber e vestir" para não cair no erro do evangelho da prosperidade, onde o seu principal foco é exatamente isso: a bonança.

Na paz
Valmir Milomem, pb.


Sobre Cuiabá, fiquei sabendo ontem que o irmão estará lá, inclusive outro amigo irá ministrar no mesmo evento (irmão jornalista José San Martin).

Não sei se será possível estar em Cuiabá nessa data, mas farei o possível para que isso aconteça, e então, possamos dar continuidade àquele nosso bom papo.

Valmir Nascimento Milomem disse...

Pr. Esdras,

Outra coisa.

Sobre o post que foi removido, observe que foi o próprio autor (do post) quem o removeu, isso é normal. Quando existem erros no texto ou qq outra coisa o autor do post tem a possibilidade de excluí-lo.

Na paz

Valmir

Lucinéia Tostes disse...

prezado Pr Esdras!

é com imensa alegria que leio seus comentários sou professora da classe dos adultos da Ass. de Deus ma minha cidade por apenas um ano e meio e fico feliz em pode ter acesso a estudos tão maravilhosos. Uma coisa me preocupa qdo se fala em prosperidade: ouço muitas criticas qto as promessas de prosperidades feitas por algumas denominações, as quais prometem muitos bens materiais, porém ao mesmo tempo vemos muitos crentes em igrejas nossas sendo valorizados e reconhecidos pela quantidade que contribuem muitas vezes dando a impressão que a prosperidade é baseada em riquezas.Mas fico grata a Deus pelo seu comntário que esclarece muito bem esta questão.Prosperidade é uma vida feliz com Deus .Deus o abençõe cada dia mais.

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene

Prezado amigo Valmir, é uma alegria quase inenarrável tê-lo participando mais uma vez de nosso blog. Obrigado pelas palavras de incentivo e apreço. O problema, como o caro amigo descreveu, é “quando relegamos o Reino de Deus ao segundo plano, e quando pensamos mais nas coisas materiais que nas celestiais.” Porém, as bem-aventuranças são insofismáveis quando apresentam a verdadeira prosperidade subordinada ao Reino de Deus: “Buscai... e as demais coisas serão acrescentadas”. Como filhos do Altíssimo, devemos escolher em confiar na provisão divina em vez de em nossas capacidades.
Obrigado também pela dica a respeito da exclusão do post. E se for possível nos veremos em Cuiabá.
Um abraço

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene
Prezado irmão Humberto, seja bem-vindo! Esta, s não estou enganado, é a sua primeira participação no blog Teologia com Graça. Suas palavras são pertinentes. Infelizmente algumas pregações hodiernas são como as vacas magras, mas há um contingente muito grande de pregadores que continuam pregando a Palavra com ousadia e na direção do Senhor.
Um abraço

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene

Prezada professora Lucinéia é uma satisfação receber sua mensagem. Continue firme nessa nobre tarefa de ensinar os jovens e adultos. A obra é árdua, mas lembre-se de Hb 6.10 – fonte de regozijo para todos que ensinamos a Palavra do Senhor.
Quanto à sua observação a respeito de que a verdadeira prosperidade não está fundamentada na quantidade da riqueza que alguém possui, mas na proporção da graça de nosso Senhor Jesus Cristo sobre a vida da pessoa, é uma verdade irrefutável.
Deus abençoe ricamente o seu ministério de ensino, dádiva do incomensurável amor de Deus pela igreja local.
Um abraço

Eliseu Antonio Gomes disse...

Pastor Esdras Bentho

Pela graça de Deus, entendo que, BIBLICAMENTE, prosperidade não é sinônimo de volumes de riquezas, se bem que existe quem seja próspero e ao mesmo tempo abastado financeiramente.

Sei que há prosperidade no estilo de vida modesto. Quando o coração coloca suas prioridades em favor das coisas espirituais a alegria do Senhor passa a ser a força motriz do cristão. Porém, penso que a teologia católica à la S. Francisco de Assis é algo que precisa ser combatida.

Há muito tempo entendi que a promessa de Deus aos crentes fiéis é nunca deixar faltar o que PRECISAMOS. O Senhor não prometeu satisfazer tudo o que DESEJAMOS. Porque nem tudo o que queremos é o essencial para viver, às vezes, até, há quem queira coisas tão supérfluas que apenas servirão para alimentar o ego e distrair na caminhada espiritual.

Obrigado por ter visitado meu blog, respondido a minha pergunta.

Em todos os sentidos etmológicos...

A paz do Senhor.

Eliseu Antonio Gomes disse...

PS: Quanto ao meu blog agradeço a indicação feita. Mas preciso pedir uma alteração, pois não exerço o ministério pastoral.

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene.
Prezado irmão Eliseu, o caro amigo está correto quando afirma que a quantidade de bens de uma pessoa não determina a prosperidade que a mesma possui. Há avaros ricos, mas pobre; pobres que são ricos; ricos que são prósperos e prósperos que não são ricos, isto não é forçar a linguagem é uma constatação.
Averdadeira prosperidade, portanto, não está na quantidade de bens de uma pessoa, mas na graça distribuitiva.

Victor Leonardo Barbosa disse...

Uma dífícil questão existente hoje é como falae de prosperidade bíblica com tantos modismos existentes hoje. Creio que se utilizarmos a palavra prosperidade, deveremos justificar o que estamos dizendo para não sermos confundidos.

Faculdade Teológica disse...

Parabens muito bom seu Post!!!!
Abs!
Faculdade Teológica

Faculdade Teológica disse...

Parabens muito bom seu Post!!!!
Abs!
Faculdade Teológica

Faculdade de Teologia disse...

Parabens muito bom seu Post,muito interesante!!!!Fik c paz d cristo!!!
Abs!
Faculdade Teológica

Faculdade de Teologia disse...

Parabens muito bom seu Post,muito interesante!!!!Fik c paz d cristo!!!
Abs!
Faculdade Teológica

OLHO VIVO disse...

A FALÁCIA DA PROSPERIDADE
QUANDO A BÍBLIA FALA

“Porque o filho do homem veio BUSCAR e SALVAR o que se havia perdido”
Lucas 19:10

Existem alguns aspectos da vida e do ministério de Jesus que parecem não interessar aos defensores da “TEOLOGIA DA PROSPERIDADE”, pois estes depõem literalmente contra tais práticas e crenças. Ao ler a narrativa do encontro de Jesus com Zaqueu fica evidente que há contradições nos argumentos de quem prega este conceito como sendo algo Bíblico. Zaqueu era um homem “RICO” de berço, mesmo não conhecendo e não temendo a Deus e assim como ele existem milhões pelo mundo que ostentam suas posses sem qualquer vínculo religioso seja lá com que igreja for. Portanto, aqui já há algo que depõe contra os TEÓLOGOS DA PROSPERIDADE.

Zaqueu, ao perceber do alto daquela figueira, que Jesus havia notado a sua presença e sendo chamado, desceu foi até a sua casa e lá tomou uma decisão no mínimo inusitada, decisão que bate de frente com os que pregam a posse de bens materiais como graça divina, ele disse: “Senhor, eis que dou aos pobres metade dos meus bens; e, se alguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quadruplicadamente” - Lucas 19:8. A atitude de Zaqueu é de causar constrangimento a quem vive na ilusão da prosperidade uma vez que ele abriu mão de bens para seguir a Cristo. Ora, se o Evangelho é sinal de PROSPERIDADE neste caso as coisas não batem, até porque Jesus arremata dizendo: “Porque o filho do homem veio BUSCAR e SALVAR o que se havia perdido” - Lucas 19:10. Este texto derruba qualquer argumento dos TEÓLOGOS DA PROSPERIDADE, pois ele deixa claro que Jesus veio para tratar dos problemas da “ALMA” e não do “BOLSO” do cidadão, buscando e salvando sem prometer riquezas materiais como recompensa. O fato curioso é que estes textos não são lembrados nos sermões dos donos das EMPREJAS, muito menos o de Jesus tratando com o Mancebo de Qualidade quando diz: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo que tens, e dá aos pobres; E terás um tesouro nos Céus; E vem, e segue-me” - Mateus 19: 21. Para seguir a Cristo ele precisava se livrar de seus bens o que é algo no mínimo estranho para os conceitos de PROSPERIDADE modernos. É inquietante notar que Jesus jamais falou sobre prosperidade material, até porque Ele multiplicava PÃES e PEIXES, mas jamais multiplicou BENS MATERIAIS! Para aquele cidadão que a Bíblia afirma ter qualidades, o dinheiro e as suas riquezas falaram mais alto e ele foi embora triste, porque possuía muitos bens.

A Bíblia é imperativa ao afirmar que Jesus é “O CAMINHO”, “A VERDADE” e “A VIDA”, ele não é um Banco, um Agente Financeiro ou uma Bolsa de Valores, muito menos uma Casa da Moeda. Ao recomendar que devemos buscar PRIMEIRO o Reino de Deus e a sua Justiça ela não abre brechas para a exploração de mecanismos que permitam negociar com a fé na troca pela prosperidade material. A Bíblia trata das riquezas CELESTIAIS e não das MATERIAIS; Trata também dos problemas pertinentes à alma e não aos do bolso; Ela afirma que Jesus veio romper com o modelo capitalista da época onde a riqueza era sinal de poder e de exploração do homem pelo homem.

Continua...

OLHO VIVO disse...

Continuação...

Veja o que diz Paulo: “MANDA AOS RICOS DESTE MUNDO QUE NÃO SEJAM ALTIVOS, NEM PONHA A ESPERANÇA NA INCERTEZA DAS RIQUEZAS, MAS EM DEUS, QUE ABUNDANTEMENTE NOS DÁ TODAS AS COISAS PARA DELAS GOZARMOS. QUE FAÇAM O BEM, ENRIQUEÇAM EM BOAS OBRAS, REPARTAM DE BOA MENTE, E SEJAM COMUNICÁVEIS. QUE ENTESOUREM PARA SI MESMOS UM BOM FUNDAMENTO PARA O FUTURO, PARA QUE POSSAM ALCANÇAR A VIDA ETERNA” - I Timóteo 6:17 a 19. Este é um tratado nas questões que envolvem a vida material que jamais pode ser desprezado por qualquer pessoa, mas que, no entanto foi literalmente retirado da Bíblia dos Agentes da Prosperidade das igrejas modernas para não lhes causar nenhum problema.

Outro texto surrupiado das páginas da BÍBLIA DA PROSPERIDADE é: “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, SEGUNDO A SUA VONTADE, ele nos dá” - I João 5:14. Não creio que alguém sábio precise de argumentos mais sólidos dos que acima estão citados para ver que há algo PODRE dentro destas igrejas de fachada que fizeram da promessa de PROSPERIDADE uma bandeira para as suas pretensões materiais.

Carlos Roberto Martins de Souza
crms2casa@otmail.com

armando disse...

Amado Esdras, agradeço ao Senhor por sua vida e peço que lhe descortine a cada dia dos Seus mistérios. Estou fazendo uma dissertação para o curso de Mestrado em Sociologia da Religião cujo campo de pesquisa está centrado exatamente na Teologia da Prosperidade no contexto Social, histórico, psicológico e Bíblico. Peço sua autorização para usar este seu comentário como citação de minha obra. Que o Senhor te abençoe rica e abundantemente.
Pr Armando TARANTO Neto.

Daniel disse...

Prezado Pr Esdras,Graça e Paz.

É algo incomensurável poder visitar este espaço e deparar-se com esta preciosidade de texto.Indubitavelmente fantástico esta exegese.Conserve este dom!
Quanto o assunto em apreço,acredito ser de grande relevância,aja vista estarmos vivenciando esta realidade,sendo,contudo,o entendimento da questão tão deturpado por pessoas descompromissadas com a Palavra da Verdade.Que Deus continue levantando homens compromissados com a sua Palavra,como o senhor,cujo cabedal tem sido utilizado para honrar e dignificar o nome do Senhor.
Grande abraço.

Antonio Batalha disse...

Visitei seu blog, e dou-lhe os parabéns. Gostava que fizesse parte dos meus amigos na Verdade Que Liberta, se seguir meu blog siga de forma a que eu possa seguir também o seu blog. Desejo para si e para seus familiares um Ano-Novo cheio de saúde e união na graça de Jesus. Um abraço.

Edinei Siqueira disse...

Caro Dr. Esdras,

Permita-me fazer-lhe uma pergunta:


O NÚMERO DOZE EM LUCAS CAPÍTULO OITO

Já li o capítulo oito do evangelho de Lucas várias vezes e até mesmo estudei as perícopes que narram a cura da filha de Jairo e da mulher que tinha um fluxo de sangue. Mas certo dia ouvindo um sermão baseado neste capítulo, algo me chamou a atenção.
No verso 42 diz que a filha de Jairo tinha quase 12 anos e no verso 43 diz que a mulher sofria com aquela hemorragia já há 12 anos.
Após o sermão fiquei indagando o porquê da menção do número doze. Estaria o evangelista transmitindo uma mensagem alegórica através destes textos?
Consultei alguns comentários Bíblicos (inclusive o ótimo comentário de Lucas da série NCBC – Novo Comentário Bíblico contemporâneo da Editora Vida, Autor: Craig Evans) para ver o que os estudiosos dizem a respeito, mas não obtive resposta á minha indagação.
Há poucos dias acabei de ler o livro: “Lendo as escrituras com os pais da igreja” de Christopher Hall, onde o mesmo discorre sobre a forma de leitura da Bíblia de oito doutores da igreja dos primórdios do cristianismo. Existem dois capítulos deste livro voltados à disputa entre as escolas de interpretação de Alexandria (com sua interpretação alegórica das Escrituras) e Antioquia (com sua interpretação literal).
É consenso entre os estudiosos que Orígenes foi o principal interprete da escola alegórica.
Embora reconhecendo que há textos que podem ter uma conotação alegórica, eu sempre optei pela literalidade e clareza das Escrituras.
Sendo assim gostaria de saber se há um significado (uma mensagem mais profunda) na menção do número doze em Lucas capítulo oito.

Pb. Edinei Siqueira, Th.B

Eliziana disse...

Alegrei-me ao ler no seu perfil["paraibano"].Deus continue aprovando teu Ministério e dedicação na Obra do Senhor!!!

IEADTC em Russas IEADTC em Russas disse...

Bom dia na Paz do SENHOR JESUS, Pastor Esdras!

Ótima matéria. O senhor já publicou alguma falando da prosperidade em o Novo Testamento?

TEOLOGIA & GRAÇA: TEOLOGANDO COM VOCÊ!



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