DÁ INSTRUÇÃO AO SÁBIO, E ELE SE FARÁ MAIS SÁBIO AINDA; ENSINA AO JUSTO, E ELE CRESCERÁ EM PRUDÊNCIA. NÃO REPREENDAS O ESCARNECEDOR, PARA QUE TE NÃO ABORREÇA; REPREENDE O SÁBIO, E ELE TE AMARÁ. (Pv 9.8,9)

sábado, 16 de outubro de 2010

Reflexões sobre o olhar


“Quem não compreende um olhar,
tampouco compreenderá uma longa explicação.”
(Mário Quintana)

Se vê de modo profundo, quando somos capazes de olhar a outrem e as coisas sem as amarras dos condicionamentos sociais, que tanto afastam os homens de seus semelhantes e de sua real identidade.

A construção social do olhar afeta diretamente o ser, o sujeito. Não se vê apenas com os olhos, mas com o tato, a audição, o sentir, a emoção! A leitura de si, do outro e do mundo é feita com maior profundidade quando intermediada pelos sentidos. Quando falta ao sujeito a capacidade ocular, ele aprende a ver além dos estereótipos sociais, pois vê com a emoção, a alma.

O que falta ao olhar, sobra à imaginação. O ver o invisível é olhar através da imaginação. A imaginação é um modo de construir a realidade. É fuga... é centro... é chegada. Parece que em certas ocasiões não se vê com os olhos físicos, mas com os da imaginação. A imaginação constrói a realidade por meio dos referenciais dos sentidos.

As imagens são sombras que inibem o olhar atento e profundo, uma vez que não se propõem a comunicar, mas a vender; não quer construir a história, mas esgotá-la na frivolidade do consumo.

São os excessos de imagens que impedem o indivíduo de ver e apreender as histórias que se configuram perdidas na relação com o outro.

O olhar atento e perspicaz, como afirma Baudelaire a respeito do homem moderno, “extrai o eterno do transitório, liberta o poético do histórico”.

O olhar é uma forma de construir a realidade e o mundo. O fotógrafo e o cineasta veem e constroem a realidade de modo distinto, mas complementar. O primeiro registra, congela e paralisa a realidade através de sua lente, que aprisiona um recorte da realidade. O segundo impõe movimento e interpretação à realidade, que está sempre em processo de mutação e, portanto, é impossível cercear.

Não se vê corretamente enquanto o olhar não for carregado e construído pela emoção. As emoções são constructos da realidade e percepção visual.

O ver é um modo de contemplar a realidade através da visão da alma, do interior. A visão interior é considerada superior à visão ocular, pois através dela não apenas se vê, mas também se escuta.

Escutar é ver com profundidade..., é ver com a alma, porque se enxerga além do invólucro subjetivo das aparências fugidias. Às vezes, a visão atrapalha o olhar atento. É assim que os indivíduos privados de sua visão veem com o tato, com o toque, com a aproximação, com o cheiro, com a mente. As imagens constituem-se figuras criadas pelo verbo: pela essência daquilo que são em vez daquilo que se apresentam.


Certa vez Molière disse que "deveríamos olhar demoradamente para nós próprios antes de pensarmos em julgar os outros".


Fragmentos de minha monografia de pós-graduação: Os vários olhares do formador: hermenêutica e subjetividade.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Entre Muitas e Outras

Olá coblogueirantes, apenas uma pausa para indicar um blog que está denunciando a falta de consciência política dos brasileiros: Entre Muitas e Outras.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Fundamentos Bíblicos e Teológicos do Pecado: uma perspectiva pentecostal


De acordo com João Bunyan, O Peregrino, quando a alma é afetada pelo pecado, imediatamente é conduzida ao Lodaçal do Desespero. Nesse lugar o pecador é despertado acerca de sua condição de perdição e, em sua alma, surgem muitos temores e dúvidas, além de apreensões desencorajadoras. Todavia, apesar dos males ocasionados pelo pecado, a humanidade nunca o refreou. Horácio, poeta latino, afirmou: audax omnia perpeti Gens humana ruit per vetitum nefas; isto é, “a presunçosa raça humana obstinadamente se atira aos atos proibidos da iniquidade”. E podemos acrescentar ao imortal poeta, “e que dela luta inutilmente para sair, sem a ajuda do evangelho de Cristo”.

Nós pentecostais reafirmamos a doutrina do pecado em sua dimensão bíblica, teológica, social e religiosa nos dias contemporâneos. Nossos convertidos são orientados a se afastarem do pecado e do mundanismo. Quem deseja ser um verdadeiro servo de nosso Senhor Jesus Cristo e servi-lo nas igrejas Assembleias de Deus, deve afastar-se do pecado, pois afirmamos o dever de viver vida santa e ilibada diante de Deus.

Quando eu era criança, a noção de pecado confundia-se com os costumes preservados pela tradição pentecostal clássica; existia uma dicotomia ou dualismo entre vida secular e vida religiosa. Entre nós assembleianos já foi pecado usar rádio, ver televisão (algumas comunidades assembleianas ainda conservam essa tradição), entre outros costumes. Apesar de tudo, os assembleianos, nós sempre afirmamos a doutrina do pecado e a necessidade da regeneração do homem pecador através do sacrifício vicário de nosso Senhor Jesus Cristo.

Assim, para repensarmos a doutrina pentecostal a respeito do pecado, sugiro algumas trilhas para o desenvolvimente de uma reflexão teológica fundamentada na Bíblia. Nessa seção, estudaremos os termos teológicos para pecado no Antigo Testamento. Posteriormente, pesquisaremos os vocábulos gregos do Novo Testamento. E depois faremos uma reflexão sobre os conceitos de pecado na história das Assembleias de Deus no Brasil. Apenas para reafirmar, a doutrina pentecostal concernente ao pecado sempre foi e será fundamentada nas Sagradas Escrituras, nossa regra de fé, doutrina e prática (repensaremos essa frase noutra ocasião).

Definição Etimológica

O vocábulo “hamartiologia” é um termo teológico composto por duas palavras gregas: “hamartia” que significa “pecado” e “logia”, cujo significado básico é “estudo ou tratado”. O termo “hamartia” ocorre cerca de 173 vezes nas escrituras neotestamentárias. O sentido global de pecado (hamartia) só pode ser perfeitamente definido em sua complexidade, entendendo as palavras sinônimas, cognatas ou derivadas da mesma, tais como: “adikia, parabasis, anomia”, etc. Desta forma, poderíamos interpretar “hamartia” não apenas como “pecado” ou “errar o alvo” (hamartanō), mas como transgressões contra a moralidade, as leis, os homens e Deus.

Fundamentalmente na Antiga Aliança, o hebraico designa o termo “chata'”, que é interpretado como “lapso, pecado, errar o alvo” ou “‘awon”, isto é “culpa”, como desvio consciente do caminho certo. O termo sugere a concepção de que o alvo divino para o homem é o de viver em feliz comunhão com Deus e, quando ele desobedece à vontade do Senhor, perde o alvo preceituado para ele.

Definição Corrente

Hamartiologia é a disciplina da Teologia Sistemática que se ocupa do estudo da origem, natureza e efeitos do pecado sobre o homem. Refere-se também aos conceitos teóricos a respeito do pecado, isto é, as várias correntes teológicas a respeito da doutrina. Neste aspecto, a hamartiologia não estuda apenas a doutrina, mas também os efeitos do pecado na sociedade e na igreja, em seu aspecto passado, presente e escatológico.

Definição Conceitual

O pecado é qualquer falta de conformidade com Deus, ou qualquer transgressão da lei de Deus, dada como regra à criatura racional. Isto posto, o pecado tanto é um ato como uma condição. O pecado é o “estado” dos homens sem regeneração, que se manifesta na forma de numerosos e perversos atos. Assim, o pecado pode manifestar-se como:

Impiedade: Impiedade (no grego “asebeia” - 2 Pe 2.6), consiste na oposição a Deus e a seus princípios, em autêntica rebelião de alma. Ser ímpio significa se contrário a Deus e a seus mandamentos; é viver como se Deus não existisse.

Transgressão: Transgressão (no grego “parabasis”), literalmente significa “ir além de um limite estabelecido”. Consiste na violação de princípios piedosos reconhecidos, que conduzem o indivíduo à quebra da lei (paranomia) afastando-o da lei moral (Mt 6.14; Tg 2.11; At 23.3; 2 Pe 2.16). O termo “parabasis” (transgressão) relaciona-se diretamente com o termo grego paraptōma, isto é, passos em falso, ou desviamos pela tangente, apesar de estarmos instruídos o bastante para não fazê-lo. Assim, trangredir é ultrapassar os "limites" estabelecidos na lei de Deus.

Se o pecado é definido como transgressão às leis divinas, então é necessário que a igreja defina coerentemente o que é doutrina, norma ou lei divina para os dias hodiernos. Muitas pessoas cometem faltas contra a tradição religiosa, mas não contra a lei de Deus. E, infelizmente, assim como ocorreu no passado da religião judaica do Novo Testamento, para alguns zelosos, é mais grave transgredir a tradição do que o mandamento divino. Qual a vontade de Deus para o homem moderno? Quais costumes sociais enquadram-se na definição bíblica de Pecado? Quais os limites da ludicidade, se para alguns o lazer é pecado? O que Deus permite ou proibe com base nas Santas Escrituras? Essas perguntas precisam ser respondidas pelas Assembleias de Deus. Se pecado é transgredir, o que se transgride na concepção teológica e doutrinária?

Conotações no Hebraico

Chata’: “errar o alvo, pecado, oferta pelo pecado”: É a palavra mais singular para definir o pecado na terminologia hebraica (Jz 20.16; Pv 19.2). O verbo é usado mais de duzentas vezes, e as formas do substantivo, cento e noventa e oito vezes no Antigo Testamento. A concepção de “alvo” sugere um “padrão objetivo”. Entre os guerreiros de Benjamin havia homens que podiam “dar tiros de funda num cabelo sem errar” (Jz 20.16). Assim, usa-se a palavra no sentido de perder uma coisa de valor, ou falhar na responsabilidade de alcançar um alvo importante. O termo é usado para demonstrar tanto a disposição de pecar, como o ato resultante (Gn 4.7; Sl 1.1; 51.4; 103.10). Aplica-se:

a) - À perda de alguma coisa de valor - quem perder (pecar contra) a sabedoria, faz violência a si mesmo (Pv 8.36);

b) - Designa, frequentemente, o mal praticado contra o próximo (2 Sm 19.20; 1 Rs 8.31);

c) - O pecado contra o concerto (Êx 32.30-33);

d) - Em Jó 1.5 a palavra refere-se ao pecado íntimo, nos pensamentos do coração;

e) - Referência aos pecados voluntários ou deliberados (Êx 10.17; Dt 9.18; Sl 25.7).

Chata' é o termo geral para designar as várias formas de pecado no Antigo Testamento. Pressupõe que o homem "erra o alvo" contra o próximo, Deus e a si mesmo.

Pasha': “rebelar-se” ou “revoltar-se”: O pecado, no sentido mais profundo da palavra, é representado pelo verbo “pasha'” e o substantivo “pesha'”. O verbo significa “rebelar-se ou revoltar-se”. É usado em 1 Reis para referir-se à rebeldia contra a casa de Davi (Is 1.2; Os 8.1). As palavras transgredir e transgressão não traduzem adequadamente as palavras hebraicas (Am 3.14; Mq 1.5; Êx 34.7; Ez 21.29; Sl 32.5; Dn 9.24). “Pasha'” mostra que o pecado, na sua essência, é mais do que violação de mandamentos e proibições. Em última análise, o pecado é uma revolta da vontade do homem contra a vontade de Deus.

Rasha': “ímpio”: O verbo “rasha'” significa ser provado, ímpio, culpado, pecaminoso e descreve o caráter formado pela prática do pecado (Sl 1.1; Is 3.11). A palavra é mencionada cerca de duzentos e sessenta e uma vezes e a famosa tradução dos setenta (LXX) a traduz por irreligioso, perverso, transgressor e, geralmente, indica a mudança no estado moral ou religioso do homem. O termo é usado frequentemente como sinônimo de palavras que significam enganar, defraudar, trair (Jr 12.1).

‘Awon: “iniquidade”: O termo hebraico “'awōn” deriva-se da raiz “‘awah”, que provém da ideia de torcido ou pervertido (Gn 19.15; Sl 31.10; Zc 3.9). O termo é usado cerca de duzentos e trinta e uma vezes sempre no sentido de torcer, perverter, desviar, ficar culpado de perversidade, designando um pecado de má intenção. Muitas vezes a palavra significa culpa, ou da iniquidade cometida, ou da natureza perversa que pratica a iniquidade. A palavra é usada em alguns paralelismos como sinônimo de “chata'” (Is 5.18).

Nabhel: “pingar ou secar”: Significa pingar ou secar; origina ser o pecador seco, insensível (Sl 14.1; 53.1; Is 32.6; Sl 74.18; Dt 32.6,21).

Tame’: “ser impuro”: O termo hebraico “tame’” significa mergulhar, estar imerso com o sentido de ser manchado ou poluído, como resultado da imersão: “... sou homem de lábios impuros, habito no meio dum povo de impuros lábios...” (Is 6.5; Nm 5.13-29; Jr 2.23; Sl 106.39; Os 5.3; 6.10; Ez 22.3-5).

Ma'al: “transgredir”: O termo "ma'al" envolve infidelidade e traição, ou o ato de ser culpado, de quebrar uma promessa ou não cumprir a palavra. Deus dotou o homem com um alto privilégio e uma solene responsabilidade, mas ele foi infiel e desleal ao propósito divino. Às vezes, significa que o homem planeja a traição ou a quebra de sua palavra contra Deus e sua elevada vocação. Geralmente é traduzido como transgredir ou prevaricar (Lv 16.16,21; 26.40; Nm 5.6; 31.16; Dt 32.51; 2 Cr 26.18; 29.6).

To'ebhah: “coisa abominável”: O termo hebraico “to'ebhah” designa especialmente os pecados repugnantes para Deus, ou chamados de abominação, aquilo que é detestável, ofensivo. Aplica-se geralmente:

a) Aos ímpios (Pv 29.7): Na literatura sapiencial, o termo ímpio (rasha’), e seus cognatos (prepotente, perverso, zombador e estulto), designam o mesmo tipo de homem. Pessoas ímpias ou perversas eram culpadas da violação dos direitos sociais de outros, pois foram violentas, opressoras, avarentas, envolvidas em tramar contra os pobres e apanhá-los em armadilhas, e com disposição de até mesmo assassinar a fim de atingir seus objetivos. Eram desonestas em seus negócios e nos tribunais; enriqueciam por meio de opressão e toda espécie de práticas fraudulentas. Geralmente, o ímpio é perfilado como alguém que odeia o Senhor (Êx 2.13; Nm 35.31; 2 Sm 4.11; 2 Cr 19.2). Malaquias 3.18 ressalta que uma das principais características do ímpio é recusar-se à servir ao Senhor. O ímpio se esquece de Deus (Jó 8.13); despreza-O (Sl 10.3); provoca-O (Is 5.12), age como se Deus não existisse (Sl 10.4;14.1; 53.2), como se Deus não fosse vivo (Sf 1.12 cf. Jó 22.17) e não visse nada (Sl 94.7 cf Jó 22.13s); ele acha que não vale a pena servir a Deus (Ml 3.14s). O ímpio peca por fraude, injustiça, mentira, opressão, soberba, avareza, embriaguez e luxúria, pecados estes censurados, sobretudo, pela literatura sapiencial (Sl 10.2-11; 36.2-5; 73.6-9;94.3-7; Jó 24.2-4). A impiedade praticada pelo ímpio não ficará sem castigo. Várias vezes são afirmadas o pensamento de que a impiedade traz a sua punição em si mesma: “Ai do ímpio, porque nada lhe correrá bem; ele receberá segundo as obras de sua mão” (Is 3.11). “Comerá do fruto da sua maldade fartar-se-á da própria impiedade” (Pv 1.31,32; 5.22s; 11.27; 14.32; Sl 37.14). Em o Novo Testamento a mesma gama de ideias do Antigo Testamento é repetida (Rm 11.26 cf Is 59.20; 2 Tm 2.16 ; Tt 1.12; Rm 4.5; 2 Pe 2.5). Todos os pecadores, segundo a epístola de Judas, podem ser chamados de ímpios.

b) À idolatria (Dt 7.25,26; Jr 16.18; Ez 5.11; 7.20; 2 Cr 15.8): Idólatra é o adorador de ídolos, e o culto que lhes é prestado é chamado idolatria. No período pré-mosaico, a idolatria já era um costume dos povos. O Decálogo proíbe explicitamente a idolatria no primeiro e segundo mandamentos (Êx 20.3-5). Em Deuteronômio 4.15-28, no caso de transgressão nacional, está determinado o castigo para os idólatras. A idolatria é pecado porque priva a Deus de um direito que lhe é próprio - o culto e a adoração - daí ser considerada “coisa abominável”. Ezequiel denuncia a idolatria como infidelidade e prostituição (16.36; 37.23) e, segundo o mesmo profeta, Jerusalém foi destruída devido a sua idolatria (33.25; 36.18,25), provavelmente para cumprir-se Êxodo 22.20 e Deuteronômio 13.12-16.

Vários termos hebraicos definem o vocábulo português “ídolo”. Os vocábulos usados para indicar a representação física destes é “tselem” (imagem), “pesel” (imagem esculpida), “massekhah” (imagem fundida). Outras palavras, porém, representam a inutilidade dos ídolos, a saber:

1) -“Gillulim”: É traduzido por ídolos, imagens, significa literalmente tora, bloco, ou coisa sem forma, pois o propósito fundamental é demonstrar a inutilidade desses deuses e polemizar contra as nações pagãs. A obra alemã, O Léxico de Koehler e Baumgartner, sugere que o termo é uma palavra pejorativa pela qual chamavam-se os ídolos de bolotas de excremento. Quem usa frequentemente este termo é o profeta Ezequiel (38 das 47 vezes em que o vocábulo aparece na Bíblia).

2) – “teraphim”: Este termo é um substantivo plural, aparentemente com o sentido de “coisa vergonhosa”; é termo empregado para designar os ídolos domésticos. Os “Terafins” eram ídolos pagãos do lar, e são mencionados no relato do furto domiciliar feito por Raquel contra seu pai Labão, em Gênesis 31.19-23. Este texto, durante um longo período, foi alvo de dúvidas entre os intérpretes e até mesmo céticos atacaram as Escrituras baseando-se na falta de comprovação histórica desse evento. Procurava-se descobrir porque Labão esforçou-se tanto para recuperar as imagens que poderiam se substituídas facilmente nas lojas dos fabricantes locais de imagens. Entretanto, a pá dos arqueólogos está a serviço da Bíblia! Sabe-se, atualmente, pelos tabletes de Nuzi, que aquele que possuía um “teraphim” ou imagem doméstica, poderia reclamar para si, legalmente, as propriedades do sogro e a liderança da família.

O Antigo Testamento ainda usa os termos “mipheletseth”, (coisa horrorosa), “’elil”, (coisa vazia ou sem sentido), e “‘awen”, (coisa pecaminosa). Outro termo judaico para ídolo ou “coisa abominável” é “shiqquts”. Este substantivo é empregado em contextos de práticas idólatras, referindo-se tanto aos próprios ídolos (como coisas abomináveis e detestáveis aos olhos de Deus), quanto a algo associado ao ritual idólatra. Em geral, os ídolos são chamados de abominação. Não somente os ídolos são uma abominação, mas também aqueles que os adoravam “se tornaram abomináveis como aquilo que amaram” (Os 9.10), pois se identificaram com os ídolos.

Antioco Epifâneo, conforme profetizado em Dn 11.31, que é um tipo do Anticristo, edificou no templo de Jerusalém um altar a Zeus junto com uma imagem deste deus, e sacrificou porcos no altar do sacrifício. Isto é chamado de “abominação desoladora”, ou seja, uma profanação do altar e que destrói o seu verdadeiro propósito. De igual modo o Anticristo estabelecerá uma abominação no santuário, uma adoração demoníaca e falsificada (Dn 9.27; 12.11).

É importante reconhecer que, por meio do uso de palavras muito pesadas como “to’ebhah, shiqquts” e outras, Deus deseja que o seu povo reconheça a tremenda seriedade e impiedade desses pecados, por mais atraente e popular que eles sejam. O povo de Deus precisa encarar o pecado a partir da perspectiva divina e não o contrário (Dt 7.26).


Continua...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Carta Aberta do Pr. Elinaldo Renovato de Lima aos cristãos brasileiros

(Recebi esse comunicado de meu Pastor, Paulo Ferreira. "Além de Pastor de uma Assembleia de Deus, Elinaldo Renovato é economista pós-graduado no exterior, professor universitário e ex-reitor de uma universidade federal. Sabe o que diz e para onde vamos. Vale a pena conhecer sua opinião. Abraço. Paulo Ferreira.")

Prezados irmãos em Cristo, e amigos de outras denominações

A Paz do Senhor

A CNBB mantém sua posição contrária à candidata do PT. E nós, evangélicos, também precisamos nos posicionar, como fizemos no primeiro turno das eleições de 2010. Graças a Deus, o Exmo. Sr. Presidente da República, a senhora Dilma, sua candidata, e o Partido dos Trabalhadores (O Partido do Aborto), reconhec eram a força do segmento evangélico, e dos católicos verdadeiros, que têm líderes autênticos, em sua religião.

Dona Dilma assinou o seu programa de governo, que é de conhecimento de todos, incluindo as determinações do famigerado Programa Nacional de Direitos Humanos, que prevê a descriminalização do aborto, a ponto de defender que a matança dos inocentes, dos seres humanos, em formação, seja liberada em qualquer estágio da gestação. Imagine uma mulher, com quase nove meses de gestação, praticar o aborto, no sistema de saúde, com total apoio da lei, e do governo!!

O ABORTO É CRIME HEDIONDO! Na entrevista à revista Marie Claire, dona Dilma afirmou com todas as palavras que é favorável ao infanticídio, usando aguamentos falaciosos, em defesa das mulheres pobres, que abortam em condições precárias. E, seguindo as declarações de seu Tutor Maior, presidente Lula, ela diz que aborto não é questão de foro íntimo, e, sim é uma "QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA". Um absurdo vergonhoso!

Nós cremos que a vida é um dom de Deus. Só Ele pode dá-la, através das leis da reprodução humana, e só a Ele cabe tirá-la, direta ou indiretamente. Enquanto os materialistas do Partido do Aborto acham que o feto ou embrião é apenas um amontoado de céu lulas, sem nenhum direito à vida, lembremos o que diz a Bíblia:

"Pois possuíste o meu interior; entreceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras a e minha alma o sabe muito bem.... os teus olhos viram o meu corpo ainda informe" (Sl 139.13-15).

Deus vê o embrião, com suas células indiferenciadas, "o corpo ainda informe", como um ser humano, uma pessoa, e não um monte de tecidos a serem destruídos por ácido, ou arrancado, pedaço por pedaço, de modo violento, e lançado no lixo hospitalar.

Pois bem. A candidata do governo, atendendo aos anseios das feministas, materialistas, e à ala radical do Partido dos Trabalhadores, expressou que concorda com esse crime hediondo. Mas, agora, quando teve que amargar a ida para o segundo turno, a despeito de ter o apoio do "todo-poderoso" presidente Lula, que debocha de tudo e de todos, por causa de sua imensa popularidade, AGORA, ela vem a público para dizer que não apóia o aborto! Que oportunismo! Que desfaçatez! Que desprezo à inteligência e ao discernimento dos que não votaram nela!

Será que vamos nos deixar enganar por esse "canto de sereia" da candidata petista?

E mais: O PT, agora, temendo a derrota de sua candidata, resolve TIRAR O ABORTO DE SEU PROGRAMA PARA ESTANCAR QUEDA DE DILMA ENTRE RELIGIOSOS!! Só para eleger Dilma? E depois, quando a ONU pressionar; quando a Fundação Rockfeller, a Fundação Mac Arthur e inúmeras ONGS pressionarem, pelo cumprimento das "Metas do Milênio"? Será que, sendo eleita, Dilma vai deixar de atender?

O Presidente Lula disse que não queria as igrejas, tratando do assunto do aborto, pois seria "questão de saúde pública". E agora, é assunto dos evangélicos, dos católicos sérios? O PT já reconhece que o segmento evangélico tem algum valor?

Caros irmãos, Stálin prometeu liberdade religiosa. E sabemos o que deu. A constituição russa previa liberdade de culto. E vimos o que deu! As pessoas acreditaram. Fidel Castro prometeu liberdade. Vejam o que deu. Chávez prometeu liberdade. Sabemos o que está acontecendo na Venezuela. E nossos governantes, do Planalto apóiam esses ditadores! Dá para acreditar em Dilma, quando ela diz que não apóia o aborto? Se ela segue piamente a cartilha do Presidente Lula?

Só falta ela dizer, para ganhar o apoio dos evangélicos e dos católicos sérios, que não apóia a "união civil de pessoas do mesmo sexo", que faz parte integrante de seu programa de governo. Será que os homens e mulheres, cristãos, que valorizam a vida, em qualquer dos seus estágios, vão se deixar enganar pelas promessas de campanha da Sra. Dilma? Não podemos acreditar nisso. A não ser que sejamos tão ingênuos e infantis, que não percebemos as armadilhas que estão por trás de tais promessas de última hora. Quando as pesquisas estavam de seu lado, Dilma não deu a mínima para os evangélicos. E deu atenção aos evangélicos, que estão interessados em se proteger, por trás do manto do governo. Só Deus sabe porquê.

E vem o senador Marcelo Crivella, a quem tanto admirei, por suas obras sociais, dizer de público, que vai criar uma "Força-Tarefa" para defender a candidata do PT, pois os evangélicos se equivocaram. Era só o que faltava! O senador tem suas razões e seus interesses. Nós defendemos os interesses do Reino de Deus!.

Diversos servos de Deus, como Pastor Paschoal Piragine, da igreja Batista de Curitiba, Pr. Silas Malafaia, e o utros, levantaram a voz contra o programa iníquo de falsos direitos humanos. De minha pequena trincheira, dei minha modesta colaboração. E espero que Deus faça o que não podemos fazer, não deixando o Brasil cair nas mãos dos que estão ao lado da iniqüidade.

Há evangélicos que criticam nossa posição, afirmando que deveríamos combater as iniqüidades dos pastores, dos ministérios oportunistas, que deveríamos combater o capitalismo, etc. Concordo. Mas a hora é de combater o oportunismo político, que quer usar os evangélicos como massa de manobra, em favor de um programa de governo que é institucional, e quer jogar na lata do lixo os princípios cristãos.

Desse modo, de minha pequena posição, como ministro do evangelho, alerto para que não caiamos no conto de ultima hora, da candidata do PT. Se esse programa de governo, que ela assinou e defende, maldições e mais maldições virão sobre nossa nação.

Deus Salve o Brasil!!

Se o presidente da República, "fora do expediente", pode dizer em que vota, eu também, "fora do expediente pastoral", digo que votarei no senhor Serra. Não que ele seja perfeito, que aprove todas as suas idéias. Pelo menos, ele tem sido ponderado, com relação aos temas caros para a fé cristã. Votei em Marina e espero que ela apóie o Serra para presidente. Esse é o meu alerta e meu conselho.

Em Cristo,

Elinaldo Renovato de Lima - Pastor

Adquira, na livraria virtual da CPAD.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

MARINA SILVA: movida à fé e à determinação

(O meu voto e o de minha família são de Marina Silva. Para mim, ela representa toda utopia perdida no governo Lula. A história de Marina semelha-se a de milhões de brasileiros que se identificaram com a do presidente Lula nas eleições passadas. Se você ainda não se decidiu, decida-se por Marina Silva – 43, se já escolheu outro(a) candidato(a) ainda é possível mudar!) - Noutra ocasião podemos justificar a razão pela qual voto em Marina, mas prefiro que vocês conheçam melhor a candidata por meio da entrevista abaixo.

Confira o artigo e a opinião também do Pr. César Moisés: Marketing para Escola Dominical.

MARINA SILVA: movida à fé e à determinação (entrevista)

Simplicidade e seriedade são qualidades que saltam aos olhos quando se está à frente com a (ex) ministra do Meio-Ambiente, Marina Silva.

Reconhecida por sua luta e compromisso em favor das causas ambientais e dos direitos humanos, a ex-seringueira e empregada doméstica, alfabetizada aos 17 anos pelo Mobral, conquista posições de destaque na vida pública nacional sem deixar de lado a humildade e a gratidão a Deus, a quem atribui os méritos por suas conquistas. “Vejo tudo isso como fruto da graça e da misericórdia de Deus”, atesta Marina.

Formada em História pela Universidade Federal do Acre, Marina surgiu no cenário político em 1988 ao ser eleita vereadora por Rio Branco, capital do Acre. Já no segundo mandato no Senado foi nomeada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva para fazer parte do primeiro escalão do governo.

Aos 45 anos, casada com Fábio Vaz de Lima, companheiro das lutas sindicais, e mãe de quatro filhos, recebe apoio e admiração da família por seu trabalho, cujo reconhecimento vai além das fronteiras brasileiras.

Em 1996 recebeu o Prêmio Goldmann de Meio Ambiente pela América Latina, Caribe e Estados Unidos. Em 1997, teve sua atuação reconhecida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente que homenageou 25 mulheres em ação ambiental no mundo e também foi eleita Mulher do Ano pela revista norte-americana MS. O jornal britânico Financial Times fez um perfil da (ex) ministra Marina, referindo-se a ela como “a principal guardiã dos vastos recursos do país, incluindo a floresta onde nasceu”.

No meio dessa caminhada bem-sucedida, Marina enfrentou uma grave enfermidade provocada pela contaminação com metais pesados, provavelmente contraída nos tratamentos contra a malária quando ainda vivia no seringal.

A trajetória de Marina Silva revela a perseverança de uma mulher convicta de sua fé em Cristo e de seus ideais. E é sobre isso que ela conversa com Mulher.

MULHER: Em sua trajetória, a senhora sofreu algum tipo de preconceito por ser de origem humilde e ter sido seringueira?

MARINA: Parece estranho, mas sofri muito pouco tipo de estranhamento em função da minha origem. Deus me cercou de muitos cuidados. Pelo contrário, até o fato de ter sido seringueira, enfrentar muitas dificuldades e ter sido alfabetizada aos 17 anos se constitui numa alavanca de respeitabilidade em relação à minha pessoa. A Bíblia diz que tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus.

MULHER: A senhora considera a sua ascensão política como parte de uma promessa de Deus para a sua vida?

MARINA: Como mulher de fé cristã jamais poderia atribuir tudo o que me aconteceu a méritos pessoais. Deus tem planos na vida da gente e nos ajuda a cumprir esses projetos. Agradeço muito ao Senhor pelas oportunidades que me deu e pelo discernimento que me proporcionou para saber aproveitá-las em vários momentos. Vejo tudo isso como fruto da graça e da misericórdia.

MULHER: Em algum momento a senhora imaginou que chegaria aonde está? Havia sonhos, projetos a esse respeito ou as coisas foram acontecendo?

MARINA: Não me programei para ser vereadora, deputada, senadora, ministra... Na verdade, nada disso passou pela minha cabeça. A única coisa para a qual me preparei foi para ser professora de História. Quando entrei para a Universidade possuía esse objetivo. As outras coisas vieram por acréscimo.

MULHER: E como foi essa adaptação? É um mundo totalmente diferente de onde a senhora veio...

MARINA: Ao longo da vida vamos sendo capacitados. Nada aconteceu de uma hora para outra. Deus é muito sábio no que faz. A experiência com os trabalhos ligados às comunidades e aos movimentos sociais, as funções do Legislativo e os oito anos no Senado me serviram como base. A cada novo desafio faço como Salomão: peço a Deus sabedoria para cuidar de coisas que considero muito maiores do que eu. E, já que estou sendo entrevistada para uma revista cristã, faço um apelo para que intercedam por meu trabalho. Não para que a irmã Marina brilhe, mas para que esse vaso de barro possa testemunhar do que Deus pode fazer em nossa vida.

MULHER: Como aconteceu a sua conversão?

MARINA: Como uma boa parte dos que se convertem, não busquei a Deus pelo amor, mas num momento de dor, de enfermidade. Inicialmente fui atrás das bênçãos do Senhor e encontrei o Deus da bênção. Somente após dois anos da minha conversão recebi a cura. Mas, mesmo que não a obtivesse estaria muito feliz só de encontrar o Deus da bênção.

MULHER: Como a senhora concilia o tempo para a família, as atividades políticas e a igreja em meio a esse corre-corre?

MARINA: É impossível ter uma vida de dedicação, como se gostaria, quando exercemos uma atividade que exige muito de nós. Procuro dar qualidade ao tempo em que estou com a minha família e aproveitar os momentos em que posso congregar com a igreja. Tenho uma espécie de vida congregacional itinerante. Viajo muito e onde chego busco uma igreja para ir ao culto ou procuro pessoas para orar comigo de maneira que me sinta ligada ao Corpo de Cristo. Quanto à minha família, quando as crianças nasceram já estava envolvida em muitas atividades. Meu marido me ajuda muito cuidando delas, que já não são tão crianças. Os mais velhos têm 21 e 20 anos e os mais novos, 12 e 10 anos. Também conto com o apoio de minha sogra, minha irmã e de meu pai. Eles fazem um mutirão familiar para suprir a minha ausência.

MULHER: Mas ainda assim seus filhos entendem a ausência constante?

MARINA: Eles entendem racionalmente. Até admiram e ficam orgulhosos, mas emocionalmente cobram sim. Quando estou em casa não querem que eu atenda telefone e nem dê entrevista. Querem uma mãe em tempo integral.

MULHER: A senhora é a primeira mulher assembleiana a assumir uma pasta ministerial. Qual a importância desse fato para a sua vida?

MARINA: A importância está nos desafios que temos em relação ao ministério que exercemos diante de Deus. Encaro tudo como uma obra. Se fazemos um bom trabalho como professor, por exemplo, podemos servir a Deus e a testemunhar sobre nossa fé. Na função pública é a mesma coisa. Se faço algo importante, sei que contribuo para que o nome de Deus seja glorificado. O que não posso usurpar como se a glória fosse minha. Estou convicta de que quanto mais o meu trabalho for respeitado e aceito servirá de testemunho para outras pessoas, não só na comunidade evangélica, mas também para os leigos. Nós somos muito carentes de que os gestores dêem bom testemunho no que fazem e trabalhem em benefício da sociedade.

MULHER:Durante anos circularam boatos de que o presidente Luís Inácio Lula da Silva depreciava o segmento evangélico. Como a senhora, que sempre esteve próxima a Lula, define o tratamento dele para com os evangélicos?

MARINA: As pessoas não foram justas quando difamaram Lula nesse sentido. Mas, graças a Deus, isso já passou. O presidente é uma pessoa muito aberta. Tenho oportunidades para falar de Deus e di Evangelho para ele, um homem de valor, com o coração quebrantado, que tem uma visão e nunca se afastou dela. Deus honrou essa perseverança. Lula é uma pessoa de origem humilde que foi capaz de organizar trabalhadores, incentivar a organização de segmentos sociais historicamente marginalizados, sem nenhum espaço para ter voz, e que chegou à presidência da República. Agradeço a Deus porque como apóstolo Paulo diz “temos essas coisas, porém, em vasos de barro para que a excelência do poder seja de Deus e não dos homens”.

MULHER: A senhora pode contar algum testemunho de como Deus a ajudou em algum momento difícil de sua vida política?

MARINA: O restabelecimento da minha saúde foi marcante porque fazia parte da minha carreira política e sem saúde tudo viria por água abaixo. Nos primeiros quatro anos de meu mandato como senadora enfrentei muitas dificuldades. Em alguns momentos sequer tinha forças para falar em pé. Mas Deus me abençoou ricamente recuperando a minha saúde. Isso foi muito importante para mim. Deus tem me honrado. A minha fé é que me alimenta. Sou uma mulher movida à fé e à determinação. Recebi uma influência muito forte da minha fé cristã, do meu pai e de Chico Mendes. De minha fé aprendi que a árvore que não dá frutos é lançada no fogo. Então aonde eu estiver, como professora, como doméstica que já fui, como ministra ou como senadora, tenho que trabalhar para que as idéias que defendo produzam frutos. Meu pai, que é um homem simples, me ensinou a lutar por meus direitos e com Chico Mendes aprendi que nada que se faz é fruto de uma ação individual, mas de um esforço coletivo. Esse conceito é até muito parecido com o que diz a Bíblia em Eclesiastes a respeito do cordão de três dobras que dificilmente se quebra. Essas coisas são muito edificantes na minha ética e na minha vida pública.

MULHER: Que mensagem a senhora deixa para todos os assembleianos do Brasil?

MARINA: Deus deseja que nós, cristãos, estejamos sempre no monte para receber dele sabedoria, entendimento e força para lutar no vale. Às vezes a gente acha que a prosperidade é sinal da manifestação de Deus em nossa vida. Mas, Deus é a nossa maior prosperidade. É uma riqueza que não tem medida e não é visível, mas é forte e poderosa para transformar vidas e cada um de nós pode ser um abençoador. Agradeço muito a Deus pelos abençoadores que Ele colocou na minha vida. Foram essas pessoas que fizeram a diferença comigo.

(Entrevista concedida a jornalista Eugenia Santos para a Revista Mulher, Lar e Família Cristã. Ano 3, nº15 – abr/mai/jun 2003. ISSN 1518-4188, CPAD). Nessa época Marina Silva era ministra do Meio Ambiente.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Indispensáveis aos Apologistas e Exegetas Brasileiros

The Bible in Athanasius of Alexandria

A Bíblia em Athanasio de Alexandria

Nesta obra, James Ernest examina as apropriações exegéticas e retóricas das Escrituras no corpus grego dos escritos de Athanasio de Alexandria, bispo do século 4, famoso pelo estabelecimento da ortodoxia no Concílio de Niceia. A obra contém um excelente capítulo introdutório que examina os textos mais antigos da exegese de Athanasio, e o uso intertextual das literaturas congêneres. Os demais capítulos estudam a prática apologética de Athanasio, dogmático-polêmico e dogmático-histórico, além dos escritos pastorais e eclesiásticos. Os escritos de Athanasio interpretam a Bíblia de modo unificado, explicando a salvação de acordo com a encarnação do Verbo incriado de Deus, e a exemplifica, positiva e negativamente, através de alguns personagens da Bíblia.


Data da Publicação: Maio de 2010.

Editora: Sociedade Bíblica de Literatura

Autor: James D. Ernest, Ph.D. (2000) em história do Cristianismo e da vida e pensamento dos cristãos primitivos, pelo Boston College. É editor da Baker Academic, editou e traduziu o famoso C. Spicq, léxico teológico do Novo Testamento, publicado pela Hendrickson, em 1994.


Reading Law as Narrative: A Study in the Casuistic Laws of the Pentateuch

Leitura da Lei como a narrativa: Um estudo das leis casuísticas do Pentateuco

A lei casuística, ou de caso no Pentateuco, trata das questões legais dos Cinco Livros de Moisés e sua relação com os eventos reais das pessoas que viveram nesse período. Cada lei de caso envolve uma história comprimida que incentiva o leitor a compreender convenientemente as leis proibicionistas, ou lei seca, dos códigos legais do Pentateuco. Este livro é o primeiro a apresentar um método interpretativo que integra a lei bíblica, a jurisprudência, e a teoria literária, refletindo as escolas literárias e legais da atualidade. A obra identifica os elementos narrativos que existem nas leis do Pentateuco, expõe as técnicas narrativas empregadas pelos autores, e descreve os elementos poéticos das leis bíblicas, além de apresentar aspectos novos ou previamente inconsiderados da revelação do relacionamento entre a lei e a narrativa bíblica.

Data da Publicação: Maio de 2010.

Editora: Sociedade Bíblica de Literatura

Autor: Assnat Bartor, é advogado criminal, e conferencista de estudos bíblicos na Universidade de Tel Aviv, e de lei bíblica em IDC Herzliya.

Infelizmente, essas obras, publicadas neste ano pela Society of Biblical Literature, não serão traduzidas tão cedo para o público acadêmico de fala portuguesa. Todavia, estão disponíveis para quem lê inglês e possui um cartão de crédito internacional!


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

6 Congresso de ED - Maceió, Al - Fotos



Domingo, 26 de setembro, foi o encerramento do Congresso de ED.
Veja algumas fotos do encerramento.

vista parcial da tribuna

Diretor Executivo da CPAD, irmão Ronaldo Rodrigues de Souza, premiando a professora Rosangela Freitas Vieira, de Petrolina. A professora Rosangela ganhou R$ 10.000 (dez mil reais) pelo projeto pedagógico desenvolvido na Escola Dominical, e a igreja AD de Petrolina, outros R$ 10.000 para adquirir produtos para compor ou criar a biblioteca da Escola Dominical. Deus continue abençoando o irmão Ronaldo Rodrigues e a CPAD pela valorização da educação cristã relevante.

Na ocasião foram distribuídos vários prêmios: computadores, datashow, entre outros brindes.



Prestem atenção no envelope pequeno: é nele que está o cheque real de R$ 10.000,00 (maravilha!!!)
Recebendo a placa e o cheque simbólico de R$ 10.000
Professora agradecendo a Deus pelo prêmio

Fotos com a professora premiada e o "checão" - esse não morde!!!


As quatro damas de ouro do congresso: professoras Helena, Chiquini, Anita e Telma.


Coral de uma caravana de congressistas


O Diretor Executivo da CPAD, irmão Ronaldo Rodrigues de Souza, parabenizando a terceira colocada no concurso de melhor projeto educacional para a Escola Dominical.


Plenária de nosso mestre Pr. Antônio Gilberto - sem palavras!


Plenária do Pr. César Moisés, Chefe do Setor de Educação Cristã - excelente!!!

"merchan" Entrega de certificados aos resposnáveis pelas caravanas. A maior delas foi a de Campina Grande, Pb., meus conterrâneos.






Amiga irmã Adyr Lopes (Joinville) recebendo certificado "de honra" pela participação incansável nos congressos e conferências de Escola Dominical das CPAD.
Autógrafo do Igreja Identidade e Símbolos - caravana de Campina Grande, Pb.

TEOLOGIA & GRAÇA: TEOLOGANDO COM VOCÊ!



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