
"E eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro era chamado Morte"
4º Selo (6.7-8): Cavalo Amarelo
“Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: Vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a peste e por meio das feras da terra”.
A guerra, a carestia e a escassez de alimentos, trazendo conseqüentemente a fome, prepararão a terra para o castigo do quarto selo – a Morte. O cavalo amarelo representa a morte por meio da fome, da peste e das feras. O termo “amarelo” não significa um amarelo de cor viva, mas pálida [1], simbolizando a palidez característica da morte. Este cavaleiro, diferente dos outros três, é identificado como Morte e é seguido pelo Hades [a]/dhj] ou inferno. Não está claro, como observa Ladd, “se o inferno estava montado em outro cavalo ou andando a pé atrás da morte, ou no mesmo cavalo com esta”. [2] A Morte vitima os homens através da espada, fome, peste e das feras, enquanto o Hades, isto é, o “mundo dos mortos” [3] recolhe todos os que são ceifados pela Morte. Morte e Hades referem-se aparentemente a morte física e espiritual. [4]
Nunca é demais repisar a relação que existe entre essas pragas e a justiça e o castigo de Deus mencionado em Ezequiel 14.12-21, que trata da “fome” (v.13), “animais selvagens” (v.15), “espada” (v.17), e “peste” (v.19).
4, significa “contenda”, “dissensões”, daí morte causada por intrigas, contendas, dissensões, assassinato e violência. Um dos pilares que leva-nos a interpretar desta forma, além do uso metafórico de espada, distribuído por toda a Escritura, é que o segundo selo traz a guerra, enquanto, “para matar com a espada”, provavelmente esteja se referindo a morte causada por dissensões, violência, intrigas. Assim sendo, a violência urbana, os assassinatos, seqüestros, estupros e toda mazela inominável de violência contra o ser, será aguerrido neste período. Isto sugere um aumento da violência acima dos limites sociais observáveis nos dias hodiernos.
ome na Etiópia, na região do nordeste brasileiro, ou em qualquer outro canto do mundo vitimado pela fome, não se compara à mortandade que se seguirá através da fome nesses dias tribulacionais. O terceiro selo trouxe o racionamento de alimentos sobre a terra, este quarto, a morte através da fome. Será uma crise de víveres que atingirá toda a pirâmide social da terra.
de pessoas) da Europa e Ásia do final da Idade Média. Se tomarmos como exemplo, o rato, além da peste bubônica, esta criatura, transmite o tifo, enfermidade que segundo estimativas, em quatro séculos matou mais de duzentos milhões de pessoas.[5] Segundo Phillips, “os ratos ameaçam o abastecimento de alimentos para os homens, pois devoram e contaminam, além de que se destruirmos noventa e cinco por cento dos ratos que habitam um determinado local, eles se recuperam no prazo de um ano”. [6]
Devemos lembrar que estas pestes não são apenas a ocorrência de pragas já conhecidas pela ciência. É provável que surjam pragas desconhecidas pelos homens, que exterminarão milhares de pessoas. Muitas destas pestes serão resultado das mortes ocasionadas pela espada e a fome. A peste não causará apenas doenças que levarão os homens à morte, mas será responsável pela contaminação dos víveres e pela poluição das águas. O suprimento dos homens será destruído e poluído por estas e outras pestes. Em nossos dias, vivemos o pavor dos vírus e doenças cada vez mais mortais que surgem à medida que a qualidade da vida humana vai diminuindo por culpa de um crescimento insustentável. Nada, porém, pode ser comparado a este tempo.
[1] No texto grego chloros, de onde procede o nosso termo cloro (alvejante)] pode significar verde pálido ou verde como em Mc 6.39,Walter BAUER, A Greek-English Lexicon of the New Testament and other early Christian Literature, apresenta o significado de Ap 6.8, como “amarelo esverdeado” ou “pálido, como uma pessoa doente”, Chicago, 1979,p.882. LADD, op.cit.p.77, admite como tradução possível “a palidez amarelada da morte”. CHAMPLIN, op.cit., p.467, citando o período clássico da língua grega, a firma que Homero usou o termo para indicar a “palidez” do rosto de uma pessoa atemorizada, indicando “ausência de cor”, cita ainda Hipócrites, usando o termo com o sentido de “carne descolorida de pessoa gravemente enferma”.
[6] Id.Ibid.p.568
[7] Ibidem
Crédito das imagens
1. http://www.blogoteca.com
2. O Triunfo da Morte" de Otto Dix
3.O quadro Triunfo da morte (1562), do pintor belga Peter Bruegel (1525-1569), retrata o horror que a peste negra causou na Europa
7 comentários:
Olá professor. Realmente muito interessante (entenda-se ótimo) esta série de post's sobre o apocalipse e que possamos ter boas aulas neste período. Interessante ver o senhor falar sobre um tema como este, uma vez que, sempre presenciei o senhor tratando os assuntos de uma forma mais filosófica. Que possamos ver a próxima série sobre as trombetas....
A propósito, onde e quando será o curso de hermenêutica avançada?
Que Deus o abençoe.
Kharis kai eirene
Olá Jonathan, espero continuar o assunto em breve. Quanto ao curso de hermenêutica, estou contabilizando o número de participantes. Preciso primeiro observar se há interesse da parte dos blogueiros.
Um abraço
Muito obrigado pela sua participação em nosso blog.
A paz do senhor!
Para mim será muito importante esse curso,precisamos dessa preciosidade.
Você é ridículo, além de analfabeto teológico.
Kharis kai eirene
Prezado Lucimauro, muito obrigado por sua participação no Teologia com Graça. Esperamos que o curso seja uma bênção para todos.
Um abraço
Prezado senhor, resguardo-me do direito de não pronunciar o vosso nome, mas obrigado por sua participação em nosso blog.
Aceito suas críticas, mas fica difícil discuti-las, uma vez que o prezado só vociferou, mas não apresentou as razões pelas quais agride a nossa verve.
Até a próxima!
Parabens muito bom seu Post!!!!Fik c paz d cristo!!!
Abs!
Faculdade Teológica
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