DÁ INSTRUÇÃO AO SÁBIO, E ELE SE FARÁ MAIS SÁBIO AINDA; ENSINA AO JUSTO, E ELE CRESCERÁ EM PRUDÊNCIA. NÃO REPREENDAS O ESCARNECEDOR, PARA QUE TE NÃO ABORREÇA; REPREENDE O SÁBIO, E ELE TE AMARÁ. (Pv 9.8,9)

sábado, 3 de setembro de 2011

Os Mistérios do Amor Conjugal em Cântares


"Que ele me beije com os beijos da sua boca!" (1.2)


Cantares é a obra mais romântica e simbólica da literatura universal. Seus símbolos ilustram o amor em uma profusão que o leitor fugaz não percebe. Trata-se de uma óde atemporal, que representa o amor entre um homem e uma mulher do modo mais sagrado e belo.

No centro de Cantares está o amor que se exprime com naturalidade, simplicidade, pureza e calor a sua paixão e intimidade: “gritos de alegria, a voz do noivo e a voz da noiva” (Jr 7.34; 16.9; 25.10). Justamente por causa da absoluta universalidade dessa experiência, os símbolos usados em Cantares são constantes e logo perceptíveis, pelo menos a nível global, embora nos detalhes estejam carregados de conotações orientais, exóticas e, às vezes, exasperadas.

Amor

Cantares é um encontro com o amor. Trata-se de um verdadeiro minivocabulário de palavras repetidas dezenas de vezes, porque o enamorado nunca se cansa de dizer à sua mulher: Tu és fascinante (na’wah); és encantadora (iafah); minha amada (‘ahabah); minha irmã (‘ahotî); minha esposa (kallah); meu tesouro (ra ‘iatî); amor de minha alma (‘ahabah nafsî), minha única (6.9). Cantares convida o homem moderno a expressar sem medo ou receio o seu mais profundo amor à mulher amada. Desperta o amásio a expressar as mais significativas e belas frases de amor. A palavra é geradora de sentimentos e fertilizante para o coração.

E para a mulher, o esposo é sempre dodî, “o meu amado”. É assim que o coração é arrebatado (4.9), a paixão é fremente (7.11; 8.7), a delícia (5.17) cancela a vergonha (8.1,7), o anelo inconsciente (6.12) gera contemplação (7.1) e predileção (6.9). Há quase um desmaio de amor (2.5), numa espécie de doença incurável (2.5; 5.8), num sono estático (2.7; 3.5; 5.2; 7.10; 8.4,5), numa embriaguez (5.14), num desfalecimento incitante (5.6). Mas também há o medo que perturba (6.5), há a ausência insuportável (5.6), os pesadelos noturnos (3.8). Mas tudo se esvaece e apenas ouve-se aquela voz doce e suave (2.14). Então tudo volta a ser triunfo dos sentidos numa espécie de paraíso do olfato e do paladar: os frutos do amor são saborosos (2.3; 4.16; 7.9,14), são mel, néctar, leite (4.11; 5.1,12), doçura para o paladar (5.17) [1].

O amor é comparado a cheiros e sabores. Na carreira diária, às vezes, nos esquecemos do estro que nos torna humanos. Colocamos os nossos sentidos reféns do vil metal, enquanto eles são indispensáveis ao conhecimento do outro. Não se ama sem odores e cheiros. O amásio conhece o doce cheiro de sua amada e o paladar de seus lábios. O amor demonstrado na obra eleva o amor a um estado de completo arrebatamento. O poema recomenda aos amásios a sentirem o cheiro e o sabor um do outro. É um convite ao verdadeiro encontro! Nesse amor sublime, nada espiritual e muito menos mundano, os amásios são convidados a viverem com toda intensidade a sua plena humanidade e conjunção carnal nos laços do matrimônio.

Corpo

Não existe, de fato, um livro bíblico que siga tão intensamente a realidade do corpo em todos os seus meandros e segredos e em toda a sua aparência. Vemos o rosto (2.14; 5.2,11; 7.6; 8.3) com a boca aberta ao beijo (1,2; 4.3; 8.1); e à voz (2.8,14; 5.2; 8.12), com os lábios frementes (4.3,11; 5.13; 7.10), com a língua (4.11), com os dentes cândidos (4.2; 5.12; 6.6), com o paladar que deseja saborear (5.16; 7.10); e o nariz atraído pelos perfumes (7.9), com as faces 1.10; 4.3; 5.13; 6.7), com os olhos (1.15; 4.11; 5.2,11; 6.5; 7.5; 8.10) que muito se movem e piscam (2.9) ou ternos (4.9), com os cabelos e as tranças (4.1,6; 5.10), com o pescoço harmonioso (1.10; 4.4; 7.5).

Nada mais óbvio do que afirmar que cada detalhe da amada ou do amado não passa despercebido ao verdadeiro amor. Em uma cultura que aprendeu a ditar suas regras estéticas e seus gostos artesanais à moda Michelangelo, o ser (Dasein) desaprende a ver as qualidades intrínsecas da própria fisionomia humana, irretocável. Não importa o formato do nariz, o importante é usá-lo para cheirar os mais preciosos odores do cônjuge. Pouca importância tem a densidade dos lábios, o essencial é saborear aquilo que o amor reservou para os amantes. A cor dos olhos não cativa tanto quanto o seu brilho. Quem ama encontra suas próprias razões para amar, apesar de tudo.

Depois, eis o corpo ereto (2.9; 7.8) que se ergue solene (2.10,13; 3.2; 5.5), que aperta com força o ser amado (3.4), que abraça (2.6; 8.3,6), que dança de júbilo (2.8), mas que também é plantado sobre as pernas e sobre os pés (5.3; 7.2). [2] O corpo é visto em Cantares como um cântaro cheio de surpresas e venturas.

O amor, sentimento difícil de ser descrito em palavras, tem através das imagens corpóreas do Cântico a sua mais elevada expressão e propósito. Se ama verdadeiramente quando se entrega. Tentaram em vão, Orígenes e São Bernardo, explicar as imagens corporais como símbolos da virtude cristã, ou sabedoria e ciência. Pobres teólogos mortais...que se negam a amar e a reconhecer que o amor entre cônjuges é uma dádiva da criação divina!

Observa-se também o esplendor dos seios (1.13; 4.5; 7.4,8,9; 8.8,10), a perfeição dos quadris (7.2), da bacia (7.3), do ventre (5.14; 7.3). Os seios com todo o seu esplendor é o repouso do abraço apaixonado! Um dado muito interessante relata em 7.4: os seios como crias gêmeas da gazela. Nada mais risonho, infantil e dócil. Nego-me a aceitar a interpretação de que os dois seios são as colinas de Ebal e Gerizin. Trata-se da mais eficaz sedução da parte da amada, que desejam os intérpretes reduzir a duas colinas vetustas e de valor espiritualmente simbólico. Ao movimentar freneticamente os quadris, os seios movem-se rapidamente, lembrando ao amado os gamos gêmeos saltitando pelos bosques.

Eis ainda, acima de tudo o coração que, na linguagem bíblica é sinônimo de consciência, inteligência e amor (5.4; 8.6). Nessa luz, o conhecimento recíproco dos enamorados não acontece só através da mente, mas também da paixão, dos sentidos, da ação e da alegria que se completa na plena realização sexual do casal: Meu bem amado põe a mão pela fenda e minhas entranhas estremecem. Não precisamos "abrir o verbo" para não corar os mais tímidos! Os símbolos "mão" e "fenda", desde a Antiguidade representavam os órgãos sexuais masculino e feminino, e no mínimo, aqui, as carícias entre os cônjuges. A destreza do amado é comparada em 5.14 à "mãos de ouro torneadas, cobertas de pedras preciosas". Cântares convida o casal a viver a vida sexual em sua completude, sem receios ou moralismo hipócrita que impede a felicidade dos cônjuges. Viva plenamente!

Perfumes

Cantares é permeado por perfumes (1.3,12ss; 2.13; 3.6; 4.10-11; 5.13; 7.9,14): Nardo (1.12; 4.13), cipreste (1.14; 4.13); bálsamo (2.17; 5.1,13; 6.2; 8.14), essência exótica (6.6; 4.14), incenso (3.6), açafrão, canela e cinamomo (4.14). Existe até mesmo um “monte da mirra”, uma “colina do incenso” (4.6) e os “montes do bálsamo” (8.14). A suavidade do vinho é a comparação mais espontânea para exprimir a embriaguez e doçura do amor (2.4; 4.10; 5.1; 7.3,10; 8.2). Nada melhor do que comparar o amor ao cheiro exótico da canela, que se supõe poderes afrodisíacos! As plantas odoríficas estão plantadas no "jardim fechado", figura que destaca o mistério, o espanto e assombro que é o amor de uma mulher com o seu marido. Ela é um jardim fechado em cujo canteiro estão plantados diversas ervas aromáticas que jamais poderiam crescer juntas. Esse jardim fechado também é um belo e delicioso pomar, cujas frutas saborosas são para a degustação dos amados. É um paraíso de romãs (4.13), um pomar das delícias que só o encontro assombroso entre um homem e uma mulher poderia desfrutar. O jardim das delícias é carregado com o cheiro do amor e dos sentimentos que se perpetuam e se fixam com os odores das plantas. Trata-se, na verdade, de um convite ao amor, comparado a pomares e ervas aromáticas. Um mistério que somente os que amaram intensamente são capazes de revelar.

Objetos Preciosos

A vista e o tato são envolvidos, seja por causa do contato físico entre os dois corpos, seja porque o esplendor do amor é pintado segundo as impressões produzidas por deslumbrantes objetos preciosos: Ouro e prata (1.11; 3.10; 5.11,13,15; 8.9,11,12), pérolas e brincos (1.10,11; 4.9), coroas (3.11), selos (8.6), taças (7.3), madeira nobre do Líbano (3.9); bordados (3.10), púrpura (3.10; 4.3; 7.6), safiras (5.14), marfim cinzelado (5.14; 7.5).

Jardim

Sobre o jardim brilha o sol (1.6; 6.10) e se reflete a lua (6.10). Sucedem-se as auroras e as noites (6.10; 7.12,13), descem as sombras (4.6), sopram o aquilão e o austro (4.16), sopra a brisa (2.17; 4.6), levantam-se colunas de fumaça (3.6), gotejam as chuvas e o orvalho (2.11; 5.2). O jardim “fechado” (4.12) é a figura do “eu feminino”, a “inviolabilidade da pessoa”, um “mistério inatingível contido no corpo da mulher e do seu parceiro”. Salomão salienta que a amada é exclusivamente dele, como um jardim que pertence unicamente ao seu dono, sendo inacessível a todos. Também os poços e fontes eram, às vezes, selados para preservar água, coisa mais do que preciosa no oriente, evitando que outros a tomassem.

Finalmente, só poderíamos terminar com o verso mais célebre dos Cânticos dos Cânticos:

“... azzah kammawet ‘ ahabah..”

“forte como a morte é o amor”.

Notas
[1,2]
RAVASI, Gianfranco. Cântico dos Cânticos: pequeno comentário bíblico. São Paulo: Paulinas, 1988.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Falecimento do Teólogo Pentecostal William Menzies


Faleceu no dia 15 de agosto, nos Estados Unidos, aos 80 anos, um dos maiores teólogos da Assembleia de Deus no mundo, o pastor norte-americano Dr. William Watson Menzies. Menzies foi missionário e educador na AD nos EUA e, ao lado de Stanley Horton, notabilizou-se como um dos grandes nomes da Teologia Pentecostal.

O corpo do Dr. Bill Menzies – como era chamado carinhosamente pelos assembleianos norte-americanos – será velado na sexta-feira, das 5h às 21h, no Greenlawn North, em Springfield, Missouri (EUA); e o funeral ocorrerá no sábado, às 11h, na Assembleia de Deus Central em Springfield.

Menzies obteve seu bacharelado em Teologia em 1952, no Central Bible College, em Springfield, e seu mestrado no Wheaton College, em Illinois. Em 1968, formou-se Ph.D. em História da Igreja Americana pela Universidade de Iowa. Doze anos antes, em 1956, aos 25 anos de idade, foi ordenado ao ministério pastoral. Em seu profícuo ministério, fundou e pastoreou igrejas em Michigan (1954-1958) e Iowa (1963-1964).

Desde cedo em seu ministério Menzies se destacou como ensinador, lecionando em três escolas teológicas da AD norte-americana: Central Bible College (1958-1970), Evangel College (1970-1980 e 1987) e no Theological Seminary (1980-1984).

Menzies foi designado como consultor teológico de várias comissões do Concílio das Assembleias de Deus dos EUA, editou a revista de jovens da denominação em seus primeiros anos e escreveu a história autorizada da AD norte-americana em 1971, uma adaptação de sua tese de doutorado. Em 1970, fundou com Vinson Synan e Horace Ward a Society for Pentecostal Studies (Sociedade para Estudos Pentecostais), sendo o seu primeiro presidente e o primeiro editor de seu jornal “Pneuma”, de 1979 a 1983.

Dr. Menzies foi um grande incentivador da obra missionária, tendo, inclusive, viajado por todos os EUA e Europa, e grande parte da América do Sul e Ásia, para ministrar Missiologia, formando milhares de missionários. Em sua estada missionária nas Filipinas no final dos anos 80, fundou ali o Asia Pacific Theological Seminary, sobre o qual presidiu e foi chanceler, até meados dos anos 90. Irmão Menzies foi convidado frequente para participar na formação de vários comitês de Laussane, desde a sua participação na segunda edição da Consulta, em 1984. Em 1986, ele foi nomeado editor consultivo da revista “Christianity Today”, na época a principal revista evangélica dos EUA.

Menzies veio ao Brasil uma única vez, em 1986, e foi vice-presidente da Comissão Editorial norte-americana que trabalhou na elaboração original dos comentários da Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP), lançada no Brasil em 1995. A BEP é a Bíblia de estudo mais vendida no país, com cerca de 1,5 milhão de exemplares vendidos só aqui, no Brasil. Professor Menzies é também autor de várias obras teológicas, dentre elas “Doutrinas Bíblicas” (CPAD), em co-autoria com o renomado teólogo pentecostal Stanley Horton.

Fonte: CPADNEWS

A Árvore da Vida

Marcelo Hessel

O filme mais religioso de Terrence Malick trata o contato com o mundo não como pecado, mas como redenção


Experimentar o mundo sempre foi um imperativo aos personagens do cineasta Terrence Malick, e desde seus primeiros filmes, Terra de Ninguém (1973) e Cinzas no Paraíso (1978), só convenções sociais - a propriedade, o casamento, a lei - impedem esse contato. Em A Árvore da Vida (The Tree of Life) o obstáculo é mais agudo: a autoridade do pai.

"Por que ele nos machuca, o nosso pai?", pergunta o jovem Jack (Hunter McCracken), o mais velho entre três irmãos de uma família texana. Talvez seja o luto pelo familiar perdido, talvez seja o rancor por não ter seguido sua vocação, mas o fato é que a educação intransigente do pai (Brad Pitt) desfalca o primogênito até a vida adulta (quando Jack reaparece interpretado por um Sean Penn alheio aos dias de hoje).

A culpa não é do personagem de Pitt e também não é culpa da rigidez com que se criavam filhos nos anos 1950. Em A Árvore da Vida, o mais religioso dos filmes de Malick, o próprio conceito de paternidade pressupõe o castigo. As referências cristãs sempre estiveram presentes - o casal de Terra de Ninguém vive do fruto como Adão e Eva, e em Cinzas no Paraíso elas incluem até pragas bíblicas - e aqui se espalham de ponta a ponta, na epígrafe, na trilha sonora, na resolução.

Sempre presente na contraluz da hora mágica, a graça divina pontua A Árvore da Vida nos registros grandiosos (difícil achar algo maior que o Big Bang), nos banais (a opressão de um sótão que parece uma capela) e nos fatídicos (o afogamento é uma forma de batismo?). Ironicamente, porém, aqui o contato com o mundo não se traduz em pecado, como nos dois filmes citados (crime de morte em Terra de Ninguém e "incesto" em Cinzas no Paraíso), mas em redenção.

Quando se emancipa do pai, Jack flerta com o "mal" - a vidraça quebrada, a espingarda de chumbo - mas, como é próprio dos contos de formação, tira desses eventos não uma pena, mas uma moral. A câmera do diretor de fotografia Emmanuel Lubezki mimetiza, com seu constante vaivém, essas forças de atração e repulsa - como o balanço de madeira preso na árvore, que oferece mais perigo e mais recompensa quanto maior for seu arco.

Na Bíblia, a Árvore da Vida é aquela cujo fruto Deus permite que Adão e Eva colham para si, ao contrário da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, ocupada pela serpente e proibida ao primeiro casal. No começo do filme, Terrence Malick faz uma distinção similar - é possível viver o caminho da natureza, mundano, que satisfaz a si mesmo, ou o caminho da graça, absoluta e universal - e diz inicialmente que é preciso escolher um deles. Ao longo de 139 minutos, contudo, A Árvore da Vida nos sugere que esses dois rumos são complementares.

Fonte: http://www.omelete.com.br



terça-feira, 9 de agosto de 2011

CARPE DIEM

Estou desempenhando um árduo trabalho: elaboração da lista de siglas e abreviações do Léxico Grego-Português do Novo Testamento, que será lançado pela CPAD em breve. Entre uma e outra abreviação latina ou grega, destaquei algumas frases que servem de mote para a vida e as atividades acadêmicas.

per ardua ad alta

através do trabalho duro, grandes alturas são alcançadas


per angusta ad augusta

através das dificuldades para a grandeza


per ardua ad astra

com a adversidade para as estrelas


sapere aude

ousar ser sábio


scientia ac labore

conhecimento através do trabalho árduo


sed ipse spiritus pro nobis Postulat, gemitibus inenarrabilibus

Mas o Espírito mesmo intercede sem cessar por nós, com gemidos inexprimíveis


Semel no anno licet insanire

uma vez por ano é permitido enlouquecer


Semper em excreções sumus Solim profundum variat

Estamos sempre no estrume, apenas a profundidade varia


tacuisses si, philosophus mansisses

Se você tivesse mantido o seu silêncio, você seria um filósofo


simplex Sigillum veri

a simplicidade é o signo da verdade


sola fide, sola gratia, sola scriptura

somente pela fé, somente pela graça, somente a Escritura


Soli Deo Gloria

glória somente a Deus


timeo Danaos et dona ferentes

Temo os gregos mesmo quando trazem presentes


vanitas vanitatum omnia vanitas

vaidade das vaidades, tudo é vaidade


verba volant, scripta permanente

palavras voam, os escritos permanecem


verbum Domini manet in aeternum

A Palavra do Senhor permanece para sempre

TEOLOGIA & GRAÇA: TEOLOGANDO COM VOCÊ!



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