DÁ INSTRUÇÃO AO SÁBIO, E ELE SE FARÁ MAIS SÁBIO AINDA; ENSINA AO JUSTO, E ELE CRESCERÁ EM PRUDÊNCIA. NÃO REPREENDAS O ESCARNECEDOR, PARA QUE TE NÃO ABORREÇA; REPREENDE O SÁBIO, E ELE TE AMARÁ. (Pv 9.8,9)

domingo, 30 de outubro de 2011

João Batista Libanio: Teólogo Contemporâneo

(http: www.jblibanio.com.br)

João Batista Libanio é padre jesuíta, escritor e teólogo. Leciona na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje) e é vigário da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte. Dentre suas principais obras estão:

  • Teologia da Revelação a partir da Modernidade (leitura obrigatória para o exame de mestrado PUC-RJ) - Edições Loyola. (1)

  • Qual o futuro do Cristianismo? (Paulus). (2)

  • Ser cristão em tempos de Nova Era (Paulus). (3)
Algumas frases que apresentam nuanças de sua teologia:

  • "A distinção entre Cristianismo e Igreja permite entender a nova situação. Jesus é distinto do Cristianismo, mas o Cristianismo é impensável sem a fé em Jesus e esta só continuou historicamente porque o Cristianismo se tornou realidade social." (2, p.21)

  • "A Sagrada Escritura é a palavra de Deus em linguagem humana, já que os livros foram redigidos por verdadeiros autores literários humanos," (1, p.338)

  • "A chance maior do Cristianismo não virá de seu conteúdo doutrinal - ele mesmo maravilhoso -, nem da eficiência organizativa das atuais formas de Igreja, mas da maneira como as comunidades viverão os valores do futuro da humanidade: solidariedade, paz, convivialidade humana, esperança nas tribulações, fé-confiança no ser humano malgrado as terríveis decepções e perversidades." (2,p.135)

Veja a entrevista fornecida ao programa Religare: conhecimento e religião. Entrevista concedida a Flávio Senra (I e II).







Leia o artigo Renovar o Conceito de Deus, de 16 de outubro, in O Tempo (extraído de http: www.jblibanio.com.br)

Renovar o conceito de Deus

J. B. Libanio

O Tempo – 16 de outubro


Frequentemente mimetizamos o Norte das Américas. E, infelizmente, não raro, nas suas vulgaridades, superficialidades e modas. Eis que lá as Igrejas católica, Batista, Presbiteriana, Luterana e Metodista organizaram uma Jornada Teológica para repensar a Deus na perspectiva da esperança e da libertação.


No Ocidente tem-se anunciado já há décadas a morte de Deus. A fileira dos filósofos da suspeita e seus asseclas repetem e lançam, especialmente no mundo acadêmico, a notícia fúnebre do enterro de Deus, como escrevera o poeta alemão Heine: “Não escutais o repicar dos sinos? De joelhos! Levam-se os sacramentos a um Deus que morre”.


Os filósofos da suspeita, Heine e tantos outros profetas da morte de Deus realmente morreram. E Deus volta a atrair a atenção da humanidade, mesmo no coração do Ocidente secularizado.


Na história nada acontece em vão. De fato, algo morreu em Deus. Tal se perguntam os participantes da Jornada Teológica da América do Norte – Canadá, EUA e México.


O Deus da religião prepotente, do poder que comandava os costumes do Ocidente e que levou tantos à conquista de novas terras e continentes está a morrer. Ele marcava, qual imenso relógio, as horas da existência humana e seus hábitos. Esse relógio, se não emudeceu totalmente, silencia-se aos poucos. Em seu lugar, entraram a razão, a ciência, a tecnologia, a autonomia do sujeito, a história, a práxis. Tantas realidades da modernidade e da pós-modernidade comandam a vida social.


Tal entrada, porém, está a provocar, em muitos, secura, vazio e cansaço existencial. O consumismo desvairado não só não satisfaz o espírito, como se tem tornado imenso risco para a humanidade. Tsunamis espirituais se levantam do mar das tradições religiosas. Em recentes pesquisas no Brasil e em outros países, o povo se diz menos afeito à religião institucional, ao Deus do poder, mas religioso e, nalguns casos, altamente religioso. Sente sede do Divino, do Mistério, do Insondável, do Silêncio transcendente. Basta de tanto barulho físico e cultural. O rodar enlouquecido dos autos, o tinir incessante dos celulares, os programas tediosos de TV estão a provocar a busca de Outra Realidade.


Estão aí formas religiosas advindas de outros continentes ou geradas em nossa terra natal a disputar o público que se afastou e continua afastando-se da Religião do poder, das prescrições, das normas.


O futuro aponta para o crescimento da religiosidade e para a queda das religiões institucionais. E nesse jogo imprevisto de choque entre religião e religiosidade, levantaram os teólogos do Norte a pergunta: E Deus como se situa aí? A tradição cristã a que eles pertencem acena para uma transformação profunda da compreensão de Deus. Nada melhor do que voltar para a sua mais pura tradição na pessoa de Jesus. Ele nos deixou na parábola do Filho Pródigo, imortalizada pela pintura de Rembrandt, a imagem mais perfeita de Deus. Lá está ele só Amor, com braços abertos, a esperar-nos, cansados e esvaziados, para o amplexo da confiança e do compromisso com a libertação do que nos oprime.

sábado, 22 de outubro de 2011

Prêmio Areté 2011: Igreja, Identidade e Símbolo



O nosso mais recente livro publicado pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus, Igreja Identidade & Símbolo, foi um dos três selecionados para concorrer na categoria Teologia e Doutrina nacional ao Prêmio Areté de Literatura, de 2011.
O prêmio Areté é promovido pela Associação de Editores Cristãos – ASEC desde 1991 e hoje é o principal prêmio do segmento editorial religioso no Brasil.
O Prêmio Areté de Literatura é promovido pela Associação de Editores Cristãos (ASEC) desde 1991 e tem como objetivo incentivar a busca de excelência na publicação de títulos voltados ao leitor de livros cristãos evangélicos no Brasil.
Areté é uma palavra grega que significa excelência, virtude. Principal prêmio do segmento editorial religioso no Brasil, o Areté conta com cerca de 400 títulos concorrendo em 30 categorias e 10 prêmios especiais.
Veja abaixo a listagem dos finalistas ao Prêmio Areté 2011 na categoria indicada:

LinkEditora Concórdia: Culto Luterano
Editora CPAD: (1) A Igreja e as Sete Colunas da Sabedoria;
(2): Igreja, Identidade e Símbolos

Click no link para saber como foi o lançamento de Igreja Identidade & Símbolos na FAECAD, no dia 30 de agosto de 2010: Lançamento .

domingo, 16 de outubro de 2011

Entrevista de Josh Mc

Josh McDowell (www.josh.org)

Meu primeiro livro do Pr. Josh McDowell foi o aclamado Evidências que exige um veredito: evidências da fé cristã, publicado em 1989 pela editora Candeia. Do fim da década de oitenta até a segunda metade da década de noventa, adquiri todos os livros de McDowell. Atualmente, o leio menos, mas compreendo sua importância para o fundamentalismo estadunidence e brasileiro.

Abaixo, entrevista concedida ao Dr. Ronaldo Rodrigues de Souza, Diretor Executivo da CPAD, concedida ao programa institucional Movimento Pentecostal.

Em abril de 2012 a CPAD trará o entrevistado para ministrar seminários para líderes de jovens.





Atenção especial para os acessórios, principalmente o cinto do superman.

domingo, 4 de setembro de 2011

Crítica Textual em Perícopes Mateanas


Tenho feito alguns exercícios exegéticos no Evangelho de Mateus. Segue abaixo algumas explicações textuais. Simples detalhes, mas que fazem grande diferença. Caso alguns de vocês tenham dificuldade com as siglas, basta apenas perguntar.
Mt 10.10
nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bordão, porque digno é o operário do seu alimento.
Bordão (r`a,bdouj). Uma interpretação correta seria vara, (r`a,bdon). A ecp traduz, bastão; bj verte, cajado.
na27 e gnt4, seguindo os códices Sinaítico e Vaticano (b) grafam r`a,bdon, vara, bordão. Contudo, a leitura do tr e tm segue o códice Efraimita Reescrito (c), r`a,bdouj, bordão, bastão.

10.16a.
Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos;


Vos envio (evgw. avposte,llw). Cognata da palavra avpo,stoloj (apóstolo). O eu é enfático: “Sou eu quem vos envia”.


No texto original, tr, tm, na27 e gnt4 lê-se corretamente VIdou, evgw. avposte,llw, Eis que eu vos envio. Todavia, arc e bj omitem o pronome, retirando a ênfase da primeira pessoa. Já a tb, ecp, bp, teb e ntlh traduzem corretamente, Eis que eu vos envio, sem omitirem o pronome (evgw.).

11. 2.
E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois dos seus discípulos

Dois dos seus discípulos (du,o). A leitura correta, porém, é dia., por. João perguntou por seus discípulos, como afirma a teb; ou ainda, pelos seus (tb, ecp), significando por meio de (bp). A nvi traduz mais claramente: enviou seus discípulos para lhe perguntarem.
A leitura du,o presente no tr e tm, encontra-se em diversos mss. unciais recentes, entre eles, o texto alexandrino Régio (l), oitavo século, e o bizantino, Basiliense (e), também do oitavo século. A leitura dia., presente em na27 e gnt4, no entanto, é atestada pelo texto alexandrino do códice Vaticano (b), quarto século, e do texto Ocidental do códice de Beza (d), quinto século. Considerando a posição dos críticos a favor da preposição dia,, como leitura original, provavelmente o escriba leu ou copiou dia, como se tratasse do numeral du,o. Supõe-se que o fato de os discípulos serem enviados preferencialmente em pares, tenha motivado a substituição da preposição pelo numeral.

11. 25.
Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos.

Respondendo (avpokriqei.j). Em resposta a algo que não foi relatado.
Os textos do Novo Testamento grego (tr, tm, na27, gnt4, por exemplo), todos, trazem o verbo, mas algumas versões não o traduzem (bj, ep, ntlh, nvi). A arc e acf vertem literalmente, enquanto outras leem: exclamou (tb, ara); tomou a palavra (teb, bp); pronunciou (ecp). Possivelmente, o termo deriva-se de avpokri,nomai (de avpo, + kri,nw) e corresponda ao hebraico ‘ānāh, que pode significar responder, atentar, ou começar a falar. Assim, o vocábulo é expletivo, de caráter retórico ou estilístico, que não é usado para responder perguntas, mas dirigir a atenção do leitor para o modo como a pessoa que fala reagirá numa situação específica.

12. 40.
pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do Homem três dias e três noites no seio da terra.

A baleia (tou/ kh,touj). Um termo geral para designar os monstros marinhos.
Infelizmente, a 4.a edição (2009) da arc manteve a tradução a baleia como a melhor opção da frase tou/ kh,touj, prescindindo de equivalentes semânticos melhores como, por exemplo, peixe, um grande peixe ou monstro marinho. A tb, nvi, ara e ntlh preferiram, acertadamente, a tradução grande peixe. A bj, bp e teb traduzem por monstro marinho, enquanto ecp por peixe. A lxx traduz o hebraico por kh,tei mega,lw|, isto é, grande peixe (Jn 2.1).

17. 20.
E Jesus lhes disse: Por causa da vossa pequena fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá — e há de passar; e nada vos será impossível.
Pequena fé (avpisti,an). Os melhores textos apresentam ovligopisti,an, ou pequenez de fé. Melhor do que a leitura avpisti,an, que a ecp traduz por falta de fé. Por isso, a kjnta traduz: pequenez da vossa fé.
VApisti,an, literalmente, incredulidade, sem fé; conforme o av privativo. Essa leitura está presente nos mss. c d l w, por exemplo, e é seguida pelo tr e tm. Já ovligopisti,an, de ovli,goj, pequeno, pouco, exíguo, acha-se nos códices Sinaítico e Vaticano (b), conforme a leitura em na27 e gnt4.
18.28
Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem dinheiros e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves.
O que me deves (ei; ti ovfei,leij). Literalmente, se tu me deves alguma coisa.
arc, assim como a maioria das versões brasileiras, não traduz a condicional ei;, se. O texto grego citado encontra-se no tm, na27 e gnt4, entretanto, o tr lê: o[ ti ovfei,leij, o que me deves, como traduzido pela maioria de nossas versões. A condicional ei;, nesse caso, não indica a dúvida do credor quanto à dívida, mas ao seu valor.

TEOLOGIA & GRAÇA: TEOLOGANDO COM VOCÊ!



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