DÁ INSTRUÇÃO AO SÁBIO, E ELE SE FARÁ MAIS SÁBIO AINDA; ENSINA AO JUSTO, E ELE CRESCERÁ EM PRUDÊNCIA. NÃO REPREENDAS O ESCARNECEDOR, PARA QUE TE NÃO ABORREÇA; REPREENDE O SÁBIO, E ELE TE AMARÁ. (Pv 9.8,9)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

A Neopaganização da sociedade pós-moderna


Introdução

O neopaganismo é um termo que descreve uma variedade de credos e religiosidades que, com roupagem moderna, cultuam a natureza, valorizam os mitos e as divindades pagãs da Antiguidade e da Idade Média. É o antigo paganismo destituído de seus rituais ofensivos ao homem pós-moderno. A diferença entre o neopaganismo e o paganismo tradicional pode ser visto na imagem das bruxas populares. Antes, feia, nariguda, velha, enrugada e verrugosa. Agora, bela, educada e jovem – como aparecem na mídia e na indústria de entretenimento. O neopaganismo também é conhecido nos meios de comunicação pelo nome de Wicca. São politeístas, praticam a feitiçaria, valorizam o horóscopo, cultuam a natureza e as pretensas divindades femininas. Atualmente, as idéias neopagãs são difundidas através dos desenhos animados, dos filmes e das revistas como a Witch (bruxa, em inglês – esta revista é destinada a crianças de 8 a 13 anos).

O Neopaganismo e a indústria de entretenimento

A cultura, os mitos, as lendas e os folclores pagãos tornaram-se um instrumento de entretenimento nos tempos pós-modernos. Não apenas de divertimento, mas também de riquezas. Basicamente, o mercado de vídeo games e filmes hollywoodianos faturam milhões de dólares em temas que misturam paganismo, religião oriental, gnosticismo e cristianismo, Senhor dos Anéis e Matrix são alguns exemplos. Todavia, a qualidade das produções contrasta com a mensagem e os valores difundidos. George Lucas, afirmou que "o cinema e a televisão suplantaram a igreja como grandes comunicadores de valores e crenças". E, infelizmente, essa proposição mostrou-se verdadeira.

A indústria de entretenimento costuma dar uma nova roupagem aos mitos antigos, como por exemplo, a velha bruxa é muito diferente daquelas apresentadas no seriado Charmed, ou da beleza de Nicole Kidman e Sandra Bullock no filme Da magia à sedução (Practical Magic,1998). A imagem dos demônios como seres maléficos, opostos aos homens e dispostos a oprimir a humanidade, é inteiramente alterada no filme Hellboy. O demônio é convocado do inferno e depois "civilizado", aprendendo a respeitar e amar os homens – uma ideologia perniciosa. Spawn, o soldado do inferno, era um agente da CIA, que após ser morto, vai para o inferno e negocia com o diabo para retornar ao mundo dos vivos. Nesta mesma linha encontramos os filmes que enaltecem o espiritismo, a mediunidade e os supostos fenômenos paranormais. Ron Rhodes (A verdade por trás dos espíritos, médiuns e fenômenos paranormais, CPAD, 2007), faz uma síntese dos principais programas, filmes e séries que divulgam e cultuam o espiritismo. O autor afirma que "as produções de Hollywood têm introduzido muitas pessoas ao mundo paranormal" (p.28).

Os cristãos, portanto, são chamados à reflexão, ao discernimento da cultura midiática e televisiva. Algumas vezes a mensagem ideológica transmitida pela indústria de entretenimento é tão crassa que facilmente o cristão rejeita, entretanto, muitas ideologias religiosas, espiritualismo pagão e distorções da verdade bíblica são apresentadas de modo sutil e imperceptível ao observador desatento. Algumas vezes, necessita-se de mais de uma leitura para compreender todos os símbolos, sinais rituais, e ideologias. Matrix, por exemplo, é um desses filmes que mistura filosofia, símbolos religiosos, mitologia e cristianismo. Uma leitura adequada somente é possível àqueles que conhecem religiões comparadas, história da religião, cristianismo, teoria gnóstica e Jung.

O neopaganismo e os heróis

Os heróis, que tanto fascinam crianças e adultos, são distorções da imagem divina no homem e personagens antropocêntricos. A figura dos heróis, anti-heróis e vilões são (a meu ver), representações possíveis do super-homem de Nietzsche, ideologias que atestam a potência humana, o deísmo, ateísmo, evolucionismo e a sociedade pós-cristã. O religioso apenas aparece como elemento pós-cristão, dissociado de Deus, de Cristo, das Escrituras. Alguns mais humanos e outros mais poderosos, no entanto, a temática e ideologia são a mesma: Deus não intervém na vida e história humanas, os homens, como seres evoluídos e super-poderosos, são responsáveis pelo seu próprio destino, progresso e vontades. A moral, mediante a qual os heróis agem, carece da autoridade de Cristo, são (in) valores relativos, circunstanciais e centrados no humanismo antropocêntrico. No mundo dos heróis e vilões, Deus é um personagem anacrônico, distante, substituído pelo conceito do Bem que, longe de ser metafísico, é uma realidade metamórfica sujeita ao talante das circunstâncias e à disposição dos heróis.

O neopaganismo e as religiosidades

O neopaganismo manifesta-se como um conjunto de religiosidades, sincretismo, misticismo e ocultismo. Em um mundo plural e multicultural, o paganismo ressurgiu com nova roupagem, eclético, não ofensivo à estética e ao racionalismo modernos. Trata-se, na verdade, de nova estratégia do misticismo pagão para difundir suas ideologias, doutrinas, ritos e ocultismo. Fala-se de paz, mas ignora-se o Príncipe da Paz, Cristo; ensina ecologia, mas é eco-idolatria, é mística, porém dissociada da verdadeira espiritualidade cristã. Essas religiosidades são produtos da fé cega, irracional, de caráter hedonista e antropocêntrico. A salvação é intrapessoal, está dentro da pessoa, e não extrapessoal, fora dela, como se dependesse de outro para tal; é gnóstica. A paz está na harmonia entre o homem e a natureza, no controle psíquico e nos exercícios corporais que equilibram e sintonizam o homem ao cosmos. Suas rezas e petições são mantras, isto é, encantamentos que materializam a divindade invocada. São engodos de religiões vetustas, anticristãs e marginais que se adequaram às necessidades da sociedade pós-cristã. É um novo sincretismo, mas de realidade e natureza contrárias a Cristo.

A verdade por trás do neopaganismo

O neopaganismo, neologismo usado para se referir às roupagens modernas do antigo paganismo, é uma falsa religiosidade que tem combatido o cristianismo e seduzido a sociedade hodierna. Todavia, o neopaganismo é uma religiosidade que usa máscaras para atrair os seus adeptos e afastar o homem do verdadeiro Deus.

Desde a Antiguidade hebraica, o povo eleito foi advertido, exortado e admoestado contra os cultos pagãos egípcios, canaanitas, assírios, babilônicos entre outros (Dt 12.2,3,29-32, etc.). Israel, a nação eleita e preciosa, inúmeras vezes, apesar das advertências dos profetas, sucumbiu ao culto da fertilidade e a outras manifestações do paganismo gentio (Jz 2.11-14, etc.) Infelizmente, o povo era seduzido pela orgia dos cultos da fertilidade. Em nossa obra, A família no Antigo Testamento: história e sociologia (CPAD, 2006), ocupamos um capítulo do livro para explicar esses rituais pagãos pelo que, solicito ao leitor que busque nesta obra os elementos exegéticos e históricos necessários à compreensão do tema. Os elementos mais comuns ao paganismo antigo eram: a liberação sexual e a homossexualidade praticada nos cultos orgiásticos; o sacrifício de infantes, como gratidão pela colheita; adoração à natureza, mediunidade; crença que os espíritos dos mortos intervêm no mundo dos vivos; idolatria, e o uso de substâncias psicotrópicas para entrar em êxtase ou transe. Essa é a verdadeira origem e face do neopaganismo.

Jerônimo Savonarola e o neopaganismo da Renascença

Jerônimo Savonarola (1452-1498), o "Sócrates de Ferrara", para os cultos e o "profeta de Deus", para a grande massa, criticou a sociedade européia no momento em que ela preferia os poetas em vez dos teólogos, a Grécia em vez de Jerusalém, os ídolos no lugar de Deus. Crítico mordaz de Lourenço, o Magnífico; profeta contra os pecados da famosa Florença, foi um opositor da Renascença que trouxera as novas religiões, os novos cultos e o neopaganismo.

E.Garin, em sua obra, "O renascimento", afirma que Savonarola viu "os deuses antigos, que povoavam o céu dos astrólogos, os quadros dos pintores e os versos dos poetas como expressões perigosas duma sutil superstição" (Porto: Telos, 1972, p.129). Savonarola opôs-se tenazmente aos projetos humanistas e renascentistas que procuravam retornar à idade clássica, resgatando as mitologias, cultura e deuses greco-romanos.

Savonarola questionara a dissolvência do sagrado e o surgimento de um "sagrado" afastado da revelação divina. Quais deuses regressam quando a revelação bíblica desaparece? Savonarola via a Divina Comédia de Dante como uma profanação à verdadeira revelação bíblica. Embora, culto, letrado (litteris latinis et graecis eruditissimus), não suportava a poesia que distorcia a natureza e os atributos de Deus; os artistas que sacralizavam, através de suas pinturas, os deuses pagãos. Para Savonarola a Escritura é mais forte do que a palavra dos poetas e a arte dos pintores. José Augusto Mourão, prefaciador português da obra de Savonarola, afirma a respeito do "grande teólogo", expressão de Mestre Eckhardt: "Encoleriza-o o fato que se entronizem Platão, Aristóteles e Ovídio nos altares e que os pregadores tenham fechado o livro da Escritura e em seu lugar tenham colocado os filósofos e poetas pagãos" (A função da poesia. Vega, 1993, p.17).

"Quem lê, entenda!"

12 comentários:

Anônimo disse...

O Texto aborda a questão do Paganismo. Bem, enfocou aspectos de maneira neutra (analisou) o que foi muito interessante e ao citar, por exemplo, o filme "Matrix" foi um bom ponto, em que do meu foco de vista sobre o filme coloco algo acerca do mesmo ao fim.

Um detalhe no texto que chama a atênção, na conclusão, é a abordagem do aspecto degenerado dos cultos Pagãos que se tornaram conhecidos; ou seja, daquilo que acabou por ser tomado como conhecimento do público e tido como conceito e verdade absoluta, em parte, por todos. De um ponto de vista o que vemos mundo afora que se conhece no segmento que é abordado é o lado que foi degenerado, levado a uma inversão e isto é a parte que se tem conhecimento geralmente, porém há, em verdade, o lado não distorcido e este é que não é levado a público.

Algo que poucos tem informação em realidade é que as Religiões de tipo Universais (que reconhecem Deus como um só e comum a todos (todos são feitos por Deus e assim são parte d'Ele, sendo feitos d'Ele, vem d'Ele da sua substância)) tem como conceito e prática a união com Deus de forma total, em que unir-se equivale a descobrir o que É em verdade, como se unir aquele que É, que no caso de várias culturas diferentes teve nomes ou conceitos diferentes, isto para dar aqueles que o conheciam uma maneira de o entender visto a limitação da compreenção humana. Falam que "a verdade se revelada de imediato pode cegar", então aí o apontamento de haver tantas e diversas religiões (religião do latim religare, que quer dizer religar, no caso religar com a Divindade), em que está presente o respeito do Demiurgo, o criador, Deus, com seus filhos que necessitam de uma base para conhecê-lo a príncipio, pois são ignorantes e isso mostra o fato de tantos erros que cometemos, e ainda pensamos saber que sabemos -somos sábios-, neste caso a forma como Deus é apresentado as pessoas e conseqüênte diferença de um povo/cultura a outro, no que, quando alguém passa a conhecê-lo em Realidade, vem a ser o mesmo, e então a verdade é uma só porque é uma só, que é Deus ou a denominação que se dê. Naqueles que buscam uma aproximação maior com a fonte da criação (Deus) o entendimento bem pode melhorar (visto entender que Deus não é só o da forma como conheceu, que foi uma maneira de conhecê-lo e começar a entendê-lo) e passar a se tornar algo bem mais puro por conseqüência, em que a maneira como vai agir em assuntos da vida pessoal e prática bem podem mudar muito, como a visão em relação a natureza, ao homem, suas capacidades, potencialidades, descobrindo muito do que tem dentro e não sabe e utilizar isto para a sua união com Deus (a inteligência é uma faculdade de Deus, o falar é uma faculdade de Deus, andar, criar, falar, etc.) aí entra a questão do conhecimento e como se usa (pode-se usar a faculdade da inteligência para melhorar a vida de todos ou para causas negativas, como explorar o trabalho alheio, andar para bos fins ou não, criar para favorecer o aumento da capacidade humana como na arte em certos aspectos engrandecedores ou usar isto para criar aberrações culturais, etc.).

O homem muitas vezes aprende e cai, erra e aquele que aprende mais quando erra ou cai, pode acabar estar mais equivocado ou ser perigoso que os demais. Nesse contexto se encontam muitas das manifestações citadas no texto, que são degeneradas (degenerado, aquilo que veio a ficar em estado negativo em relação ao que era) e o que se aprendeu passa a ser usado de forma que não tem relação com Deus, ou se auto-engana, confundindo o que se pensa com o que em realidade é o fim de Deus como fator de purificação. As pessoas erram e então vem esse resultado que são práticas duvidaveis em relação a idéia da Divindade.

A liberdade das coisas é cofundida, as pessoas confundem os próprios desejos carnais como sendo a vontade ou a liberdade em Deus (daí surgirem casos citados, como as orgias e muito do que se tem em moral na sociedade, onde toda e qualquer aberração pode ser normalizada mediante a mídia, as leis e a corrupção do homem que se auto-desculpa e que que seu desejo e erro seja visto como correto). Mas em verdade o fim de Deus como libertador do homem em prática é tornar o homem mais sublimado a início, livre do desejo, livre do pecado e que age em tudo, porém sem estar em tudo. Um senhor de si (super-homem), pois estando em unificação com Deus, está se dominando e se tornando um com Deus (Microcosmo -homem- e Macrocosmo -Deus-) estando acima da ilusão dos sentidos, tornado-se livre, porém muitos entendem errado as coisas e confundem a liberdade em Deus (libertar-se dos sentidos e expandir a alma) com a satisfação desenfreada e aprisionante dos sentidos (liberar os sentidos e diminuir a alma aumentando o Ego). O homem utiliza para a realização com Deus atributos como o sexo, a compreenção, a força, sublimando-os e usando como devoção a Deus, sem pecado e sem erro, sem profanação, sem carnalidades. Isto como inicio para o fim de uma ignorância grande que o aflige.

A Gnose Cristã é um exemplo de como homens buscam unir-se a Deus e atingirem seu máximo potencial de maneira paulatina. Este site cabe bem no que refere a Gnose: o http://divinaciencia.com (a apostila do site sem dúvida é muito recomendável ser lida -tem livre acesso-, o conteúdo deste site é o melhor e mais sintético, é a base deste ensinamento, não deixando de dizer que o mesmo já sofre adulterações -o ensinamento gnóstico desvelado-, no que este site é de conteúdo respeitável e livre de dúvidas. Tem-se em consenso que este é o conhecimento da síntese, o verdadeiro, o Cristianismo Desvelado e como era praticado pelos cristãos em secreto, e no entanto é algo simples. Quanto ao que foi lido na postagem fica em contraposição, mas averigüem), tem conteúdo Gnóstico real e puro, desvelado e prático, algo em que com bom-senso se verá não haverem anomalias e sim algo conciso. Mostra o ponto de vista prático dos Gnósticos Cristãos de como agir para se tornar um homem superior e alcançar a união com Deus, o autodescobrimento, auto-descoberta, auto-realização que é ser um com Deus, com o Verbo, o que é algo que cabe a todo homem que queira e que aja sobre si eliminando aquilo que o torna perverso, assim indo a ser superior e regenerado como caminho a Deus.

Há adulteração de conhecimento e é este que chega às pessoas normalmente (exemplo: espiritismo e wicca, o que é ruim é apresentado como bom). Uma pessoa ter domínio de si buscando conhecer-se e unir-se a Deus não é crime, mas adulterar o que se tem, isto sim é, mesmo que se pense que não está errando infelizmente.


O filme Matrix, de que ia colocar uma opinião, apresenta algo muito interessante que é o caminho que aquele que busca se auto-descobrir e ver a verdade encontra, com a faceta de mostrar e juntar diversas culturas religiosas ou linguagens religiosas como sendo algo de UM só, mostra o homem se fusionando com Deus, sendo "escolhido".

Até mais.


(Desde já agradeço se for postado este conteúdo, mostra aspectos um pouco diferentes dos abordados e informação um tanto diferente quanto a que temos em mãos normalmente quanto às religiões de tipo não tão conhecidas e o lado que não nos é divulgado normalmente).

zwinglio rodrigues, pr. disse...

Pr. Bentho, paz.

Atualíssimo e bem escrito o seu texto!!!

Parabéns!!!

Mas, onde fica a Igreja quanto ao enfrentamento dessa realidade?!!!

Eu penso que a idéia da Batalha Espiritual proposta por Peter Wagner, por exemplo, talvez expurgada de alguns poucos elementos inconvenientes, seja um mecanismo eficaz nesse embate...

Infelizmente, o assunto BE é tratado muito mais a partir de um viés teológico denominacionalista do que bíblico...

Por isso, não tenho receio em afirmar que a Igreja mais perde do que ganha nesse confronto com o chamado neopaganismo...

Alguém duvida que em Corínto espíritos malignos falseavam os dons?

E em Tiatira, os demônios da feitiçaria e da licenciosidade sexual operavam livremente ou não?!!

Por que a epístola aos efésios tem um caráter bélico tão enfático?

Não são estas, questões procedentes?

Há relações entre aqueles tempos e o nosso?

Abraços!

Victor Leonardo Barbosa disse...

Muito interessante seu post pastor Esdras, bastante pertinente por sinal, recheado de informações preciosas e pertinentes.

Apenas algumas observações: Apesar de Obras como o Senhor dos Anéis e Crônicas de Nárnia utilizarem de certa forma o paganismo como pano de fundo da história, a forma como ele é apresentado difere fortemente dos estilos de Harry Porter e Matrix. Em Crônicas ou em o SdA, o paganismo é apresentado de forma exotérica, e não esotérica.
Tipos de super-heróis são um tanto controversos, como por exemplo o Super-Homem, que foi criado por dois escritores Judeus onde se basearam fortemente em Sansão, mas com o tempo, o herói foi cada vez mais cristianizado. Não quero dizer com isso que devemos utilizar o Super-Homem(este certamente não o propagado por Nietzsche) para pregar o Evangelho.
Seu post faz um apelo ao discernimento, algo importantíssimo.

Abraços e paz do Senhor!!!

Anônimo disse...

Em relação a alguns ensinamentos bíblicos (e a Bíblia é de fato um livro sagrado dado como presente a humanidade pelo Divinal) há alguns pontos muito interessantes, que são típicos das religiões ditas Pagãs, como a reencarnação, que foram retirados do texto original. Ou seja, a Bíblia originalmente adimitia e ensinava a doutrina da reencarnação reconhecendo o retorno ou reencarnação do homem, porém por questões políticas e para a dominação mais fácil da população estes textos foram retirados como também adulterados, já que muito do ensinamento que o mesmo livro sagrado tinha era um inconveniente para os que detinham poder. Menos informação para o povo, que fornecesse menos questionamento e busca critica por Deus, que iria em contraposição a interesses de poder e dominação dos líderes -políticos e religiosos- não era bem visto.

Uma das grandes razões de ocorrer tanta obscuridade em relação ao que se chama paganismo, em relação ao seu lado positivo ou a Gnose Cristã, o ensinamento e aqueles (os Gnósticos) que permaneciam e tentavam manter os ensinamentos originais foi a grande perseguissão da Igreja e Líderes do povo contra estes, que foram queimados na fogueira junto com grande parte dos seus textos na inquisição pois estes ao deterem um conhecimento que não desejavam deixar por imposição e, pasmém, negando Deus, foram eliminados.
Assim, encontramos na história muito que mostra que há grande quantidade de equívocos (o homem que se questionava e ainda se questiona nos dias de hoje é tido como herege, mesmo buscando Deus ele é visto como uma criatura à parte, talvez ameaça e tão só está usando seu direito próprio para alcançar melhor a Deus aprimorando-se), o fato de muitas vezes entrarem em locais negativos espiritualmente ocorre pelo desconhecimento que a sociedade como um todo tem em relação ao que é bom ou ruim, e pela confusão, falta de informação correta, as pessoas com boa intenção e vontade desviam-se.

A visão do homem como herético ou Pagão por buscar compreender melhor a divindade ainda predomina e pelo fato de segmentos fazerem uso de esoterismo falso e distorcido os esoteristas cristãos acabam sendo vistos como uma coisa só, na confusão de idéias.

Há a religião Exotérica, ou pública, aquela que todos tem acesso e o lado que está nas entrelinhas, a Esotérica, e que e é ensinada a poucos. O ensinamento mais hermético, vinculado diretamente ao descobrir do que é Deus e o homem como relação com Deus. ensinamento este que está nas entrelinhas da Bíblia, do Baghavad Gitá, do Budismo, etc. e que poucos acessam compreendendo melhor o que são e o que é Deus, o mesmo em suma para todos com nomes diferentes.

A gnose aberta à público prega o despertar da consciência ou alma com toda a sua possibilidade visando a perfeita união com Deus.

A gnose é o ensinamento para os Iniciados, aqueles que entram em seu mundo interior e dominando-o acabam por serem senhores de si e por conseguinte cidadãos consciente não só de uma vida pequena, mas do universo. O que expande a consciência se torna expandido e assim o que vem a conhecer é bem maior e isto não tem problema uma vez que se faz uso disto para agir com Deus. Exemplo: faculdades paranormais recebem qualificativo negativo, porém, o que seria por exemplo a intuição, comum a todos, em menor ou maior grau, que é algo divino como aviso, senão paranormalidade em certa instância, como também os avisos em sonhos, as premonições, a faculdade de curar em muitos, etc., senão paranormalidade. O grande problema desta questão é a atribuição negativa causada por muitos, que vêem nestas potencialidades algo como o mediúnismo, que de fato é uma forma negativa onde algumas capacidades aparecem e que não deve ser almejada por ninguém seriamente, já que será vítima de enganos e coerção espiritual. Mas paranormalidade não é aquilo que muitas vezes o senso-comum denomina ou o caso de algumas pessoas que tem algum tipo de transtorno acabam generalizando como impressão, porém sim algo que o homem tem de forma latente e que na melhor das atribuições quando alguém busca a Deus nascem nele como decorrência e por virtude, atributo de Deus, diferente do que busca para fins egoístas pessoais e não tem um bom fim, em menor instãncia moral.

A clarividência é um termo que sofre atribuição pejorativa, porém o que é ter visões, como no caso de muitos cidadãos vinculados a segmentos de templos religiosos exotéricos, como os evangélicos ou católicos, senão propriedade desta faculdade, que por sinal não é melhor a se buscar abrir a príncipio já que alguém que não seja iluminado verá muito que não entenderá, ou interpretará equivocadamente, no que normalmente a intuição é o passo mais seguro de comunicação com Deus, pois vem diretamente dele.

É interessante, atualmente a física quântica já reconhece o fato da reencarnação, ou seja, que após a morte do corpo "algo" do que morreu continua vivo e vem a ser retornate em outro corpo que vem a nascer. É algo muito bom, pois bom aclaramento sobre estas questões tão intrínsecas certamente virão.

Em resumo nós não sabemos muito de nós e alguma condicionação cultural, religiosa pode nos atrapalhar.

A coesão do Cristo Cósmico vinculado com o interior, que todo ser humano possui como dito dentro, é um caminho pra a iluminação, onde a lição do Cristo histórico, Jesus, é sem precedentes.

Há dois três tipos de Cristos reconhecidos Exotericamente e Esotericamente:

O Cristo Histórico: iluminados enviados pela divindade para mostrar ao homem modos de agir para chegar aos Cristo interno, ou em menor, mas não menos importante missão orientá-los a serem criaturas melhores. encontra-se aí Jesus, analogicamente e em religião comparada no Oriente Gautama Budha, Maomé, Zoroastro na Pérsia, Krishna na Índia, etc. Iluminados que representam para um povo, da forma como ele entenderá, caminho e maneira de chagar ao Cristo Íntimo;

O Cristo Íntimo: aquele que todo ser humano possui dentro e que pode levá-lo a ele próprio cristificar-se. Cristo está dentro e precisa nascer no homem, que é metaforicamente um estábulo sem ordem real. O Cristo Jesus mostrou em plena Terra como este drama ocorre e que é possível a cada um, bastando romper com os grilhões que prendam em conceitos e apego a conceitos do que é Cristo para iniciar os primeiros passos que o Nazareno mostrou, o que obviamente não é um caminho fácil nem imediato.

O Cristo Cósmico: a força Crística no Cosmo. Cristo como elemento Universal e que rege, bem como fornece força para que a vida exista em cada criatura, animal, vegetal, humana, etc. O Filho da Tríndade Cósmica: Pai, Filho e Espírito Santo, que existem tanto fora quanto dentro do homem.

(um livro que fala acerca do cristo nos aspectos citados acima é "As Três Montanhas" de autoria do V.M. samael Aun Weor, encontrável no link abaixo para ler no computador:

http://br.geocities.com/gnoselivro/samael.htm ).

No conteúdo deste mesmo site se mostra o que é a Gnose Cristã. Inclusive falando sobre faculdades e seu uso correto, pelo divino e sem a confusão de termos que ocorre; fica bem claro o que é o auto-descobrir sobre o ponto de vista, pode-se dizer Cristão.

Esdras Costa Bentho disse...

Prezado "anônimo" (1), muito obrigado por sua participação e colaboração no TEOLOGIA & GRAÇA. Esse espaço é público, aberto aos pensadores livres, liberais, dogmáticos, ou que expressam opiniões distintas do editor. Pelo fato de sua argumentação distinguir-se da linha adotada pelo TEOLOGIA & GRAÇA, jamais deixaria de publicá-la, pois o conhecimento constrói-se na troca, alteridade e antítese. Sua forma cordata e urbana de apresentar suas idéias, deram-me ânimo e interesse para tentar prolongar algumas (não todas) observações no texto de ambos resenhistas.

1.No segundo parágrafo, o prezado colaborador argumenta a respeito da unilateralidade de nosso texto, afirmando que apenas apresentamos os aspectos gerais e públicos a respeito do paganismo, isto de fato é verdade, mas o argumento verossímil. Não foi por falta de conhecimento dos outros aspectos, mas por questões metodológicas. Tencionamos demonstrar apenas os aspectos mais pungentes. Se o caro interlocutor for adepto do desconstrutivismo de Derridá, entendido em sua forma original e não corrompida, o amigo cumpriu sua missão. Todavia, entendemos que as Religiões de Mistério do mundo greco-romano, que empregavam também elementos pagãos em seus ritos, possuíam rituais, símbolos, oráculos e sabedorias, menos ofensivos. Estes, confundiam até mesmo alguns cristãos no período do Novo Testamento, razão pela qual Paulo, o apóstolos dos gentios, escreveu uma epístola dirigida à Igreja de Colossos que estava paulatinamente sendo influenciada pelos aspectos menos grotescos do paganismo. Esses elementos, culto aos anjos, iniciação espiritual, ascetismos entre outros, são aspectos do paganismo que deixamos de abordar em sua dimensão social e religiosa, como entendido pela psicologia e filosofia da religião.

2. No segundo parágrafo, nosso conceito de Deus e religiosidade entram em conflito, pois, se entendi adequadamente, o animismo, panteísmo e outros "ismos" religiosos são postos como "substância (está aqui um termo filosófico e teológico difícil de se definir coletivamente) de uma só divindade". Porém, minha linha teológica, filosófica e religiosa não admite a concepção de Max Muller (1823-1900) a respeito do henoteísmo, que parece-me estar entrelaçado em sua argumentação. O henoteísmo cultua um só Deus, sem excluir a existência dos outros. Não posso estar de acordo com Muller, pois meu conceito a respeito de Deus procede das Escrituras, que assevera a existência de um só Deus. Nem todos os deuses, nem todas as culturas, representam o Deus verdadeiro. Os homens confundem a Deus com as criaturas, diz Paulo em Rm 1.18-32, mas nem por isso seus deuses representam o único e verdadeiro Deus.

Lamento, mas preciso encerrar, pois embora a verve e o thumos me incentivem, o kronos não o permite. Mas acredito que o texto apresentado deu-nos uma idéia de que falamos fundamentados em cosmovisões diferentes. Em um outro momento,estaremos analisando outros aspectos.

Aos demais participantes, solicito vossa compreensão, pois ainda que demore um pouco, darei uma resposta ao vosso texto.

Um abraço

Victor Leonardo Barbosa disse...

"...recheado de informações preciosas e pertinentes"

Em vez de pertinentes, a palavra que quis expressar foi"profundas". Grato pela compreensão pastor.

Caro Anônimo, seu argumento que os evangelhos foram adulterados, onde consequentemente cortaram trechos que faziam apologia a reencarnação não estão abalizados historicamente. Mesmo os piores textos já encontrados dos evangelhos, com vários erros de gramática grega não defendem a reencarnação, a não ser os evangelhos gnósticos,escritos muito tempo depois dos evangelhos bíblicos.

Obs: o sentido "Exotérico" a que me refiro aqui com relação às crônicas ou o SdA, não possui nenhum relação com o significado que o anônimo dá à palavra.

Abraços fraternos pastor Esdras

james disse...

A vós, graça e paz da parte de Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo!

Estamos visitando o vosso blog, através da Comunidade Nacional de Blogueiros Cristãos – CNBC...

Aproveite para inserir um de nossos selos da CNBC no seu blog para identificar-lhe como membro. Acesse o endereço http://selos.blogueiroscristaos.com

Deus lhe abençoe e aos seus ricamente...

Fraternalmente.
James, administrador CNBC.
www.jesusmaioramor.blogspot.com

Anônimo disse...

Olá Esdras,
Realmente há uma diferença na cosmovisão, foi citado por você o hedonismo e um pensador nesta linha, porém em realidade não conheço este. A concepção que tentei passar é mais uma visão natural acerca da Unidade Divina, sem vínculo a algum pensador em específico, o que seria irresponsável falar sobre este que citou pois não li algo do mesmo.

Sobre Deus como um só e às várias manifestações como provindas d'Ele, estava argumentando em Deus como origem de tudo e assim todos são parte d'Ele, Cristãos ou não, acreditem em Deus ou não, ou o nome que lhe seja atribuido em que cultura for. Via Deus não como atribuição tão só conceitual, algo que se acredita, atribui ser o Verdadeiro (onde como bem citou há vários cultos falsos), porém é que Deus como um só não se apresenta a toda a humanidade com a mesma aparência e sim como alguma cultura ou povo o venha a entender (daí tantas Teo Manifestações). Um ponto fácil na vida prática de todos onde se vê a questão de Deus como Demiurgo comum e não só de uma cultura ou religião é o próprio tempo e história: a Terra, o planeta, é atribuído uma idade já muito elevada e a mesma foi criada por Deus e é parte de Deus, sendo assim que manifestação seja da Divindade é tão só uma faceta de Deus para que naquela época se fizesse compreendido pelo homem. Uma delas é o Cristianismo, outra o Budismo, outra o Islamismo, etc. o que acontece como problema é que ao termos em mãos a forma como Deus apareceu a nós não queremos todos ver que Ele está mais além também do primeiro contato (a religião ou filosofia como o encontramos). O Universo tem idade incalculável e é feito de Deus, desta maneira ele não existe só a partir da época que o mensageiro que Ele escolheu para nos dar aclaramento tenha aparecido mas sempre existiu. Seria esta a visão apontada.

Fico feliz em muito conversar de forma medida, afinal quando todos vamos apontar algo desejamos ter a razão e na verdade o respeito pelo outro deve existir de maneira preemente, por ética, por uma vida em um mundo em comum e pela nossa boa ordem social que rompemos por diferenças irrespeitadas.

Grande postura a sua.


Victor Leonardo:

A retirada de textos Bíblicos ou alterações é uma lástima que nos pesa, mas infelismente o correram e vemos isso em fatos relatados na história, como no Concílio de Trento, onde até aquela época a reencarção era aceita pelos dirigentes da Igreja Católica na época, poré neste concílio foi afastado de vez como conceito, sobre o concílio ou data exata em que foram retirados estes textos não encontrei perfeitamente a informação (da retirada própria do texto onde não encontrei um livro com apontamemento corrreto sobre a data -Séc. III ou XVI- mas nesse périodo ocorreu, como dito no séc. XVI houve a abolição de fato e isto é fácil de encontrar em sites e livros. Não deixa de pesar também a questão do célibato, que não existia e por motivos econômicos (as posses de terra da Igreja eram usufruidas pela família dos padres e isso não era bem visto) em um Concílio na Espanha (Séc. III) comoçou-se a cogitar o célibato que não tinha razões espirituais e que séculos adiante (Idade Média) foi adotado.

Grande abraço.

programa mensagen da cruz disse...

shalom pastor ESDRAS,sou adimirador dos seu blogger e já tivi á oportunidade de assistir as suas palestras (com muita unção e graça ).esse comentario é um daqueles recheados de muita informação.que DEUS te abênçoe....um abraço.

Faculdade Teológica disse...

Parabens muito bom seu Post!!!!
Abs!
Faculdade Teológica

Faculdade Teológica disse...

Que Deus continue abençoando seu trabalho e nos edificando com seus post Fica Na Paz!!!!
Abs!
Faculdade Teológica

Faculdade de Teologia disse...

Parabens muito bom seu Post!!!!Fik c paz d cristo!!!
Abs!
Faculdade Teológica

TEOLOGIA & GRAÇA: TEOLOGANDO COM VOCÊ!



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