DÁ INSTRUÇÃO AO SÁBIO, E ELE SE FARÁ MAIS SÁBIO AINDA; ENSINA AO JUSTO, E ELE CRESCERÁ EM PRUDÊNCIA. NÃO REPREENDAS O ESCARNECEDOR, PARA QUE TE NÃO ABORREÇA; REPREENDE O SÁBIO, E ELE TE AMARÁ. (Pv 9.8,9)

sábado, 16 de junho de 2007

CRIAÇÃO BÍBLICA, EVOLUCIONISMO E TEORIA DA LACUNA

I - Pré-história bíblica (1-11)
Os primeiros onze capítulos do livro de Gênesis podem ser divididos em quatro termos que descrevem a essência de sua história inicial: Criação, Corrupção, Condenação e Confusão.

Cada um desses termos relata quatro histórias específicas:

História da Criação (1-2);
História da Queda e Corrupção (3-5);
A Condenação Através do Dilúvio (6-9);
Confusão e o Nascimento das Nações.

Essas quatro divisões ressaltam personagens distintos: na primeira etapa, Deus, na segunda, Adão, na terceira Noé, e por último, os descendentes de Noé.


Texto: GN 1-2
Palavra-chave: Criação
História da Criação
Personagem: Deus


Texto: GN 3-5
Palavra-chave: Corrupção
História da Queda
Personagem: Adão



Texto: GN 6-9
Palavra-chave: Condenação
História de Noé
Personagem: Noé


Texto: GN 10-11
Palavra-chave: Confusão
História das Nações
Nações



1) A criação (1-2).
O capítulo 1 do livro de Gênesis está distribuído em oito parágrafos principais: 1.1-2; 3-5; 6-8; 9-13; 14-19; 20-23; 24-25; 26.31. A ênfase característica de cada uma dessas unidades é o poder criador de YaHWeH.

Deus é o agente ou o sujeito ativo na criação: “No princípio, criou Deus”, Ele cria através de seu poder “os céus e a terra”, por esta razão Deus é designado pelo nome de Elohim
[1], que significa “O Forte”, “Líder Poderoso” ou “Deidade Suprema”. Seu ato criador[2] está em seu poder (Elohim), pelo qual os céus e a terra vêem a existência sem qualquer matéria existente. Os termos hebraicos que designam a atividade criadora e ressaltam a onipotência de Deus além de bara é ‘ãsâ, isto é, “fazer” e yasar “formar”. A imagem metafórica que é expressiva da ação criadora é o “Deus Oleiro”.

As etapas da criação
As etapas da criação são chamadas em grego de hexaémeron
[3], isto é, a obra dos seis dias, pois descreve a criação do mundo em seis dias, conforme uma ordem claramente traçada.[4]
A narração desses seis dias criacionais está disposta de forma lógica e simétrica com propósito religioso e não científico. O autor apresenta o texto em quatro fases: a obra da criação, de distinção, de ornamentação e de consumação.

a) Obra da Criação (1.1,2):
Nessa etapa o autor apresenta como Deus criou a matéria em estado caótico, o caos primitivo, de onde, aos poucos, havia de tirar ou distinguir as diversas regiões do mundo; esse caos constava de uma massa de terra (“a terra informe e vazia” [1.2]), envolvida de águas (“abismos”, “águas”) sendo tudo isso cercado de trevas (1.2). Após esses eventos é que decorre o hexaémeron, ou a obra dos seis dias: obras de distinção e de ornamentação.

[1] No hebraico , Deus ou deuses. A terminação plural é normalmente descrita como um plural de majestade, não tendo a intenção de ser um plural comum quando usado para se referir a Deus. Isto pode ser visto no fato de que o nome elohim é coerentemente usado com o verbo no singular, bem como com adjetivos e pronomes também no singular. Ver HARRIS, R. Laird (et alii), Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 998, p.72.

[2] O termo criar, no hebraico bara’, é usado também nos versículos 26 e 27, seu sentido primário é trazer a existência. Nas Sagradas Escrituras, bara’ só ocorre com Deus como sujeito ou agente, e sempre para significar que o objeto produzido é algo que transcende a ordem natural das coisas (Nm 16.30), ou é algo de novo (Jr 31.22). Este verbo assim põe em relevo a onipotência de Deus. Em Gn 1.1, bara’ insinua a criação a partir do nada (“Deus criou”, e não apenas “Deus plasmou”), com efeito, na sua narrativa o hagiógrafo nada parece conhecer de anterior ao céu e à terra senão o próprio Deus. Cf. BETTENCOURT, Estevão. Ciência e Fé na História dos Primórdios. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 1955, p. 46.

[3] Procedente de três termos: hex (seis); heméra (dia) e érgon (obra). Literalmente obra dos seis dias.
[4] BETTENCOURT, Estevão. Ciência e Fé na História dos Primórdios. Rio de Janeiro: Livraria Agir Editora, 1955, p.35.

Um comentário:

Faculdade de Teologia disse...

Parabens muito bom seu Post,muito interesante!!!!Fik c paz d cristo!!!
Abs!
Faculdade Teológica

TEOLOGIA & GRAÇA: TEOLOGANDO COM VOCÊ!



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